Páscoa: o excesso de chocolate e a intolerância à lactose
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Páscoa: o excesso de chocolate e a intolerância à lactose

No período pascoal é tradicional o consumo excessivo de chocolate, o que pode gerar efeitos colaterais. Alguns desses sintomas podem ser indícios de intolerância à lactose. Saiba as alternativas para comer chocolate sem se sentir mal depois, segundo a Dra. Patrícya Tavares

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Correio do Povo

É possível comer chocolate na Páscoa sem efeitos indesejáveis, destaca especialista


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A Páscoa está chegando e o que não falta nessa época do ano é o chocolate. O doce é o preferido entre adultos e crianças. De acordo com a indústria do chocolate, no mês que antecede a Páscoa, a sua venda aumenta em até 400%. Muitas pessoas, após o consumo excessivo do chocolate, na época de festas pascoais, apresentam sintomas gastrointestinais desconfortáveis, e acabam achando-os naturais. O que muitos não sabem, é que alguns desconfortos vistos como corriqueiros, podem ser sinais de um distúrbio muito comum: a intolerância à lactose. Segundo a médica da Clínica Longevitá, Dra. Patrícya Tavares, a intolerância à lactose chega a atingir até 40% da população brasileira. A médica explica que o intolerante tem a deficiência na produção de lactase - enzima que tem por finalidade a decomposição do carboidrato ou açúcar do leite em moléculas menores a serem absorvidas pelo intestino. Essa condição pode causar sintomas como cólicas abdominais, fezes amolecidas, náuseas e diarreia. "É possível comer chocolate na Páscoa sem efeitos indesejáveis, mas é preciso se ater aos sinais do corpo. Há sintomas que demonstram intolerância à lactose ou até mesmo, alergia, que muitas vezes passam despercebidos", afirma Patricya. O déficit da enzima lactase, que indica a intolerância, é causado por predisposição genética (hereditária) ou até mesmo pelo consumo exagerado de leite. A recomendação da médica é a escolha de chocolates com um teor maior de cacau e menor de leite, além do consumo de lactase, vendida em farmácias, para repor as enzimas do sistema digestório, auxiliando na digestão do leite.

Diferente da intolerância à lactose, outro caso ainda mais grave, que não é recomendado o consumo de leite animal, é o de alergia à proteína do leite. Segundo a Dra. Patricya Tavares, "o organismo da pessoa alérgica reconhece a molécula da proteína do leite como estranha, o que ocasiona várias reações alérgicas. Podem ser sintomas gastrointestinais, distensão, dor abdominal, diarreia, sangue nas fezes, reações alérgicas na pele, problemas respiratórios e, em casos mais graves, o choque anafilático". A alergia à proteína do leite pode ser identificada ainda bebê, logo após o desmame, quando, geralmente, inicia-se o consumo de leite animal. A médica explica ainda, que no caso dos alérgicos, a recomendação para aproveitar bem a Páscoa é o consumo de chocolates feitos com leite de origem vegetal; como leite de amêndoas, soja, coco entre outros. "Hoje em dia, já existem lojas especializadas em produtos com a substituição do leite animal pelo leite vegetal. Em ambos os casos as doenças devem ser diagnosticadas e acompanhadas por médicos", recomenda a médica.


Além do chocolate, existem diversos alimentos que contém leite e, muitas vezes, não se tem conhecimento. Sobre isso, a Dra. Patricya Tavares recomenda que, ao comprar um produto, verifique-se a sua composição. "É importante ter o cuidado de estar sempre lendo as bulas, os rótulos, que hoje em dia, tem a obrigação de apontar se há traços de leite no produto", atenta.