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15/03/2013 16:04 - Atualizado em 15/03/2013 16:13

“Porto Alegre marca minha vida com grandes lembranças”, confessa Bibi Ferreira

Atriz e cantora mostra sete décadas de carreira, sábado e domingo, no Bourbon Country

Cantora estreia nova turnê em Porto Alegre<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP
Cantora estreia nova turnê em Porto Alegre
Crédito: Divulgação / CP
Cantora estreia nova turnê em Porto Alegre
Crédito: Divulgação / CP

A cantora Bibi Ferreira volta a se apresentar em Porto Alegre neste sábado, às 21h, e domingo, às 19h, no Teatro Bourbon Country (Túlio de Rose, 80). “Bibi — Histórias e Canções” conta com um repertório eclético dos 72 anos de carreira, passeando por compositores e intérpretes de Noel Rosa a Chico Buarque, de Edith Piaf a Amália Rodrigues e musicais da Broadway. 

O repertório é intercalado por histórias que nortearam a vida da grande dama dos palcos brasileiros. “São muitos anos de carreira, mas sempre com um mesmo pensamento: quando estou em cena, dou o meu melhor”, afirma. A atriz e cantora, com 90 anos, estreou nos palcos aos 27 dias de vida, em 1922, em “Manhãs de Sol”, de Oduvaldo Vianna, substituindo uma boneca. A estreia profissional foi em 28 de fevereiro de 1941, em “La Locandiera”, na Companhia de Procópio Ferreira, seu pai.

Acompanhada por orquestra de 21 músicos, regida pelo maestro Flávio Mendes, a artista mostra toda a sua força dramática com um passeio por vários gêneros e estilos como MPB, fado, tango, musica clássica, temas de musicais americanos como “Minha Querida Lady” (adaptação de“My Fair Lady”, 1962) ou incursionar no universo de Edith Piaf do espetáculo “Piaf”,a Vida de uma Estrela da Canção (1983).

A apresentação em Porto Alegre marca o início da turnê e a escolha não foi por acaso. “Não é à toa que começo a turnê por Porto Alegre. É para marcar meu carinho pelo público gaúcho. Porto Alegre marca minha vida com grandes lembranças e a vida de meu pai também”, destaca. O Correio do Povo entrevistou esta grande dama dos palcos e ela fala sobre o espetáculo e as canções e histórias que norteiam a apresentação.

Correio do Povo - Bibi, por serem tantas e tão importantes canções e histórias, como foi a escolha do repertório?

Bibi Ferreira - Nesse novo concerto, faço um grande passeio por grande parte da minha história. Pensando lá atrás, não posso esquecer da comédia “Diabinha de Saias”, entre outras tantas que fiz no momento inicial da minha carreira, que me fez conquistar um grande público. Depois vieram as revistas, e fiz muitas. Quando fiz “Escândalos”, nos anos 50, tinha em enorme palco giratório, um numeroso corpo de baile com vários bailarinos internacionais contratados, orquestra, muitas lembranças da Praça Tiradentes no Rio de Janeiro. E depois vieram as comédias musicais, que me acompanham até hoje. E todos os meus concertos sinfônicos, que amo fazer: 'Bibi in Concert 'I, II, o III que tinha o subtítulo Pop, depois veio o numero IV, depois veio o concerto de tangos. Neste espetáculo, canto canções ou faço alguma referência a todas essas passagens da minha carreira.

CP - Qual o sentimento de Bibi Ferreira ao olhar para trás e ver essa carreira tão sólida, respeitável e apaixonante?

Bibi - São muitos anos de carreira, mas sempre com um mesmo pensamento: quando estou em cena, dou o meu melhor. Penso no que o público sente e por isso tenho uma interação tão grande com eles. O aplauso me incentiva, me emociona e me impulsiona. A cada momento quero dar o meu melhor. Embora tenha aparecido em cena no colo da minha madrinha aos 27 dias de nascida, minha estreia oficial acontece em 1922, ao lado do meu pai, o ator Procópio Ferreira. Dia 28 de fevereiro completei 72 anos de carreira. Claro que cresci nesse universo e eu sou resultado de tudo isso que vivi. Pai, mãe, tios, avós, padrinho, madrinha, todos artistas, cantores, atores, artistas de circo, e por aí vai. Sou muito orgulhosa com minha carreira e com os trabalhos que fiz. Meus trabalhos não passaram em branco. Tudo que eu fiz (estou batendo na madeira três vezes) sempre foi sucesso. O público sempre me prestigiou. Graças a Deus.

CP - Os gaúchos te adoram e lotam os teatros toda vez que você vem ao Sul.Como é cantar para o público do Rio Grande do Sul?

Bibi - Não é a toa que estou começando a turnê por Porto Alegre. É para marcar meu carinho pelo público gaúcho. Sei que minha agenda para viajar é pequena, em função de outros compromissos, e são poucas as cidades que vou poder me apresentar. Não tem como não ir a Porto Alegre, que não só marca minha vida com grandes lembranças, mas a vida de meu pai também. Penso que vamos viver lindos momentos de arte e de muita emoção. Vamos rir bastante também. Será um grande encontro.

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Fonte: Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo






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