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09/01/2013 20:01 - Atualizado em 09/01/2013 20:08

Perícia revela que arma de PM foi usada para matar coronel do Exército em Porto Alegre

Polícia deve remeter inquérito ao judiciário pedindo prisão permanente de dois soldados do 11ºBPM

Pistola apreendida com os dois policiais militares presos em razão do crime<br /><b>Crédito: </b> Polícia Civil / CP
Pistola apreendida com os dois policiais militares presos em razão do crime
Crédito: Polícia Civil / CP
Pistola apreendida com os dois policiais militares presos em razão do crime
Crédito: Polícia Civil / CP

A Polícia Civil deve remeter até o fim da semana o inquérito sobre a morte do coronel reformado do Exército Júlio Miguel Molina Dias, em 1º de novembro do ano passado, na zona Norte de Porto Alegre. De acordo como titular da 20ª Delegacia de Polícia, Daniel Ordahi, o resultado do exame de balística, que comparou as cápsulas recolhidas no local do assassinato com os disparos feitos com a arma apreendida com um soldado da Brigada Militar, de 23 anos, comprovou que a pistola foi usada no crime.

O delegado acrescentou que os testes na pistola calibre .380 realizados no Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmaram a suspeita de que o policial participou do homicídio. “É uma prova quase incontestável. Devemos concluir o inquérito nesta semana e remeter ao Judiciário pedindo a prisão permanente dele e do outro policial, de 31 anos, ambos já presos de forma temporária”, esclarece, ao dizer que o laudo foi conclusivo.

A tese da polícia é de que o alvo dos PMs era o arsenal que o militar reformado mantinha em casa e que Molina Dias tenha sido morto por ter reagido. Em 18 de dezembro, a Polícia Civil prendeu os suspeitos, ambos lotados no 11º Batalhão, que eram responsáveis pela segurança da área onde Molina residia.

Doi-Codi

O coronel Molina comandou, em 1981, ano do Atentado do Riocentro, o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) do Rio de Janeiro. Documentos encontrados na casa do militar sugerem que o deputado cassado Rubens Paiva, desaparecido na década de 1970, foi detido pelo Exército. Um deles, um ofício datado de 20 de janeiro de 1971 – dia do desaparecimento de Paiva –, contém uma relação de objetos pessoais que pertenciam ao deputado. O relatório identificou ainda que o parlamentar chegou ao Doi-Codi do Rio naquele dia trazido por uma equipe do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa).

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Fonte: Wagner Machado / Rádio Guaiba





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