Porto Alegre, terça-feira, 23 de Dezembro de 2014

  • 10/01/2014
  • 12:16
  • Atualização: 18:50

Três servidores da Secretaria de Obras do RS pedem afastamento

Secretário adjunto e dois diretores terão que responder à sindicância

Anúncio da saída de servidores foi feito pelo secretário Luiz Carlos Busato | Foto: Gustavo Gargioni / Especial / Palácio Piratini / CP

Anúncio da saída de servidores foi feito pelo secretário Luiz Carlos Busato | Foto: Gustavo Gargioni / Especial / Palácio Piratini / CP

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  • Claudio Isaías / Correio do Povo

Após reunião ocorrida na manhã desta sexta-feira, o titular da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano do Rio Grande do Sul, secretário Luiz Carlos Busato, anunciou que três servidores investigados pela operação Kilowatt pediram afastamento dos cargos: o secretário adjunto da pasta, Germano Dalla Valentina (PTB); o diretor-geral da secretaria, Eli Pegoraro (PTB); e o diretor de Obras Públicas, Odir Baccarin.

• Governo já tinha conhecimento das denúncias de irregularidade

Busato informou ainda que será aberta uma sindicância para apurar o suposto envolvimento dos servidores em irregularidades. Uma comissão composta por um procurador da Procuradoria Geral do Estado (PGR), um auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e três servidores da secretaria  – um advogado, um engenheiro e um arquiteto –  terão 30 dias para apurar as denúncias.

“A minha ideia era deixar o governo no mês de dezembro, mas só vou sair depois que todas as denúncias forem esclarecidas. Tenho uma vida pública e neste processo entrei como vítima. Se houver irregularidades tudo será verificado”, destacou Busato. Ele informou ainda que o nome do auditor do TCE, João Carlos Almeida Santos, será sugerido ao governador Tarso Genro, em reunião na segunda-feira, para que assuma como secretário adjunto da pasta.

Nessa quinta já haviam sido afastados outros três servidores da pasta, que estão entre os oito presos pela Polícia Civil.  A Delegacia Fazendária do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) investigava há um ano três empresas de engenharia por superfaturamento e pagamento de propina a servidores públicos. As empresas são suspeitas de receberam recursos públicos e não efetuarem as obras ou utilizarem materiais de qualidade inferior, como não substituição de telhados e não substituição de madeiramentos. Apesar de de serem apenas seis os trabalhos investigados, essas empresas têm pelo menso 60 obras contratadas com o governo do Estado.



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