Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 26/01/2014
  • 12:53
  • Atualização: 13:03

Suspeita de bomba mobiliza polícia por mais de cinco horas na Capital

Mochila foi deixada após tentativa de roubo a uma agência bancária no bairro Floresta

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  • Mauren Xavier / Correio do POvo

Uma tentativa de arrombamento a um caixa eletrônico na agência do Banco do Brasil, localizada na avenida Cristóvão Colombo, movimentou o bairro Floresta, na região central de Porto Alegre durante a manhã deste domingo. A mobilização se deu em função de um artefato deixado pelos criminosos dentro da agência, que inicialmente suspeitou-se ter potencial explosivo. Após mais de cinco horas foi constatado que se tratava apenas de um maçarico e de bombas de oxigênico. A ação envolveu mais de 20 agentes, entre integrantes da Brigada Militar (BM), Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e do Corpo de Bombeiros.

Segundo a BM, por volta das 6h20min, uma equipe identificou movimentação dentro da agência. Durante a abordagem, foi identificada a presença de três criminosos que conseguiram fugir. Neste momento foi vista uma mochila de quase um metro de altura. O entorno foi bloqueado em, pouco tempo depois, houve a interrupção do trânsito, por parte da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) entre as ruas Hoffman e Comendador Azevedo. Com o desvio, o itinerário de seis linhas de ônibus foram prejudicados, sendo necessário utilizar as ruas laterais.

Somente às 9h15min a equipe do GATE chegou ao local. A primeira medida foi a de ampliar a área de bloqueio em mais uma quadra. Por volta das 11h, a equipe do GATE encerrou a ação após constatar que o material dentro da mochila não tinha potencial explosivo. “Utilizamos uma máquina específica de raio X e verificamos que não havia risco de explosão. Em seguida, mantemos o interior da agência bloqueado para a perícia da Polícia”, explicou o comandante do GATE, capitão Felipe Santos Rocha.

A mobilização atraiu a atenção de dezenas de pessoas que precisam atravessar a rua ou que residiam nas proximidades. “Normalmente o domingo é bem tranquilo, hoje tomei um susto ao chegar aqui”, relatou Sabrina Rodrigues, que trabalha em uma farmácia na localidade.

Com um escritório no mesmo prédio onde funciona o banco, Roberto Beal também se surpreendeu com a situação. “Vim para antecipar o trabalho, mas estou vendo que foi tempo perdido”, lamentou ele.

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