Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 29/01/2014
  • 09:01
  • Atualização: 09:34

Rodoviários se mobilizam nas garagens no terceiro dia de greve

Categoria tem apoio de cerca de 50 integrantes do Bloco de Lutas

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

A quarta-feira sem circulação de ônibus em Porto Alegre apresenta uma maior mobilização dos rodoviários em frente às garagens das empresas. Nos primeiros dois dias da greve, poucos trabalhadores se concentraram nos locais de saída dos coletivos, o que levou o prefeito José Fortunati a “estranhar” o comportamento do Sindicato dos Rodoviários.

Desde o começo da manhã, os trabalhadores se concentram em grande número em frente às garagens da Carris, Sudeste e Conorte. No entanto, não há registro de confusões nem de gritos e palavras de ordem. Na sede da Carris, os rodoviários têm apoio de cerca de 50 integrantes do Bloco de Lutas que defendem a situação de greve.

Um dos membros do comando de greve, Luis Afonso Martins, condenou a postura de Fortunati de afirmar que a paralisação era uma combinação dos rodoviários com as empresas para que a tarifa de ônibus, atualmente de R$ 2,80, fosse aumentada. “A posição tomada ontem ocorreu devido às infelizes declarações do prefeito Fortunati ao longo do dia. Isso aumentou a vontade dos trabalhadores de seguirem parados porque mais uma vez ele quis jogar a população contra nós, não mostrando a realidade. Se existe conluio é entre a patronal e a prefeitura para oprimir os trabalhadores e explorar a sociedade. Nós seguiremos parados até que a nossa pauta seja aceita”, declarou à Rádio Guaíba.

A falta de ônibus gera transtornos nas lotações de Porto Alegre. Há relatos de veículos transportando até 19 passageiros em pé na Capital. Também há indefinição dos usuários que não sabem se devem aguardar pelo serviço nos corredores de ônibus ou fora deles. A Empresa Pública deTransporte e Circulação (EPTC) autorizou os veículos a usarem o corredor de ônibus da avenida Cavalhada, na zona Sul.

Durante a madrugada, três veículos da Carris (linhas 653, 705 e 795) foram atingidos por pedras enquanto voltavam para a garagem. A empresa Sudeste também teve ônibus apedrejados. O caso ocorreu ainda na noite de terça-feira. Logo após a confirmação de que haveria greve total nesta quarta, usuários do transporte coletivo insatisfeitos com a decisão atiraram pedras contra os vidros de cinco coletivos da empresa nas avenidas Bento Gonçalves e João Oliveira Remião, na zona Leste da Capital.

Com informações dos repórteres Cintia Marchi e Lucas Rivas



Na noite de terça-feira, ônibus foram atingidos por pedras / Foto:Tarsila Pereira

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