Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 04/02/2014
  • 11:56
  • Atualização: 13:36

Após manter greve, rodoviários realizam manifestação em frente ao TRT

Trabalhadores têm apoio de partidos políticos e do Bloco de Lutas

Trabalhadores têm apoio de partidos políticos e do Bloco de Lutas | Foto: Tarsila Pereira

Trabalhadores têm apoio de partidos políticos e do Bloco de Lutas | Foto: Tarsila Pereira

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Os rodoviários já estão em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na avenida Praia de Belas, após caminhada que começou no ginásio Tesourinha, onde em assembleia rejeitaram a última proposta das empresas e optaram por manter a greve de ônibus na Capital. Os trabalhadores têm apoio de integrantes de partidos políticos e do Bloco de Lutas em frente ao TRT. Enquanto caminhavam, gritavam palavras de ordem e de repúdio à proposta das empresas: “6horas já” e “Não tem história, é greve até a vitória”, carregando uma bandeira do Brasil. 

O grupo planeja fazer uma vigília de 24h em frente ao TRT. O grupo é reduzido, pois o sindicato mobilizou trabalhadores para voltarem para frente das garagens das empresas como forma de garantir que os ônibus não circulem na Capital. Ainda não foi pedido por nenhuma das partes envolvidas uma nova reunião de conciliação na Justiça.

A mobilização para a Assembleia Geral dos Rodoviários começou cedo. Inicialmente a reunião foi marcada às 8h. Porém, neste horário ainda havia uma fila enorme do lado de fora do Ginásio Tesourinha e o número de trabalhadores não parava de chegar. Integrantes do movimento Bloco de Luta pelo Transporte Público também estiveram presentes do lado de fora.

Para controlar as presenças, ao acessar o ginásio era necessário preencher uma lista. Por volta das 10h, quando, após duas horas de atraso, teve efetivamente início os debates e análises, o livro continha os nomes de 1.150 trabalhadores, dos 8,5 mil que formam a categoria na cidade. Pelas manifestações dos rodoviários desde cedo já era possível prever que a proposta seria rejeitada. Muitos trabalhadores não escondiam a sua posição, ao contrário, estampavam no peito a palavra “Não” improvisada em uma folha de papel. Nos corredores e nas arquibancadas o burburinho também indicava a manutenção do movimento. “Não podemos recuar agora. A categoria nunca esteve tão única”, comentou um trabalhador ao conversar com um colega. Nas arquibancadas o clima era quase de festa. Com pandeiros e constantes gritos de mobilização, os rodoviários reforçavam o sentimento de união e mobilização.

Rodoviários rejeitam proposta dos empresários
Na assembleia, os trabalhadores votaram cada item do acordo em separado. O único aprovado foi o aumento do vale-alimentação para R$ 19. O Sindicato das Empresas havia proposto ainda reajuste salarial de 7,5% à categoria e contrapartida de R$ 10 no plano de saúde. Os rodoviários ficaram insatisfeitos por não ter sido discutido no TRT o pedido para redução da jornada de trabalho.

“A negociação ontem foi muito mal encaminhada. As principais bandeiras sequer foram discutidas, que são o fim do banco de horas e a redução da jornada de trabalho para seis horas. Esse são pontos que os trabalhadores não abrem mão”, declarou um dos membros do comando de greve, Luis Afonso Martins, à Rádio Guaíba.

Com informações da repórter Mauren Xavier

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