Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 10/03/2014
  • 19:44
  • Atualização: 20:38

Audiência pública é cancelada após tumulto

Grupo atirou rojões de dentro do ginásio Tesourinha

Grupo atirou rojões de dentro do ginásio Tesourinha | Foto: Ricardo Giusti / CP

Grupo atirou rojões de dentro do ginásio Tesourinha | Foto: Ricardo Giusti / CP

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  • Correio do Povo

Mais uma vez a audiência pública sobre o transporte público de Porto Alegre não pôde ser realizada por falta de segurança, mesmo que a reunião tenha sido transferida para o Ginásio Tesourinha – a primeira tentativa foi na Câmara Municipal, mas sequer começou por falta de segurança. Uma confusão provocada por manifestantes tomou conta do local logo após o início oficial da audiência.  

Manifestantes dispararam rojões e pedras para dentro da quadra do ginásio, onde estavam as autoridades e pouco depois chegou a invadir a quadra, sendo impedidos por guardas municipais. Logo em seguida, o grupo que se concentrava no ginásio saiu às ruas e se dirigiu ao Largo da Epatur, na Cidade Baixa.

Depois do confusão, o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (ETPC), Vanderlei Cappellari, informou que não será agendada uma nova audiência pública sobre o assunto, em virtude do curto tempo até a publicação do edital, que deverá ser lançado até o fim do mês. Alguns manifestantes chegaram a ser rendidos pela Guarda Municipal, mas ninguém foi preso de acordo com a Brigada Militar.

Fortunati garante edital no fim do mês

Via Twitter, o prefeito José Fortunati culpou o Bloco de Lutas do Transporte Público – um dos grupos que se mobilizou para comparecer à audiência – pelos transtornos. O movimento havia mobilizado centenas via internet.

“Lamentável a postura dos militantes do Bloco de Lutas no Ginásio Tesourinha, local onde se realizava a Audiência Pública sobre a licitação do transporte coletivo. Com pedras, rojões e pedaços de pau, agredindo as pessoas que participavam da assembleia, o Bloco de Lutas deu uma clara demonstração de que não deseja que a lícitação aconteça. É mais fácil criticar a Administração da cidade se a licitação não for realizada. É a velha política do "quanto pior melhor". Mas não vamos nos entregar a quem não deseja o bem da cidade. Durante 20 dias realizamos um intenso debate com a população em todas as 17 Regiões do Orçamento Participativo. Debates acalorados, sérios e que apresentaram várias sugestões e encaminhamentos para aperfeiçoar o processo licitatório . Nenhum incidente ocorreu nessas reuniões”, tuitou o prefeito.

“É inadmissível a postura do Bloco de Lutas que não aceita participar dos processos democráticos existentes e quer impor pela violência a sua vontade. Postura arbitrária e antidemocrática. Cumprimos com a nossa parte e viabilizamos a discussão com a sociedade. Não será o Bloco de Lutas que vai impedir que façamos a licitação do transporte coletivo. Vamos acolher as sugestões dadas pela população nas audiências públicas organizadas pelo OP e publicaremos o edital até o final de março”, completou Fortunati.

Acompanhe os desdobramentos:



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