Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 11/03/2014
  • 08:03
  • Atualização: 11:30

Nova audiência só ocorrerá se Justiça determinar, afirma Melo

Vice-prefeito de Porto Alegre admitiu que houve falha na segurança pública

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Após a confusão ocorrida na noite dessa segunda-feira no Ginásio Tesourinha, a prefeitura decidiu que não será feita nova tentativa de audiência sobre o transporte público de Porto Alegre. O vice-prefeito Sebastião Melo afirmou na manhã desta terça-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, que somente uma determinação judicial poderá alterar a decisão.

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“Nós estamos espremidos pelo tempo. Temos uma decisão judicial que nos obriga a lançar o edital no próximo dia 31. Depois da audiência pública, tem que ter no mínimo 15 dias úteis para os arremates finais. Estávamos no limite ontem. Nós fizemos 24 audiências em diversos bairros da cidade, não temos mais tempo para fazer. Vamos dar por concluído, remeter as informações para os órgãos fiscalizatórios. Mas decisão judicial se cumpre. Se o Judiciário entender que tem que fazer audiência, bom, é o órgão com competência para tomar decisões, mas nós convocamos a audiência, três pessoas falaram e aconteceu o que aconteceu. Até para defender vidas, foi tomada a decisão de interromper”, disse Melo, que entende que a prefeitura de Porto Alegre cumpriu todos os requisitos previstos em lei.

“Nós damos por concluído o processo. Nós colhemos informações, estamos abertos a todas as contribuições que podem chegar. Vamos lançar um edital que é público, com questões já consolidadas e outras que se consolidarão ao longo do processo. Cumprimos os requisitos do artigo da lei de audiências públicas. E se não ocorreu, não foi por falta de vontade do poder público”, completou.

Durante a confusão no Tesourinha, manifestantes dispararam rojões e pedras para dentro da quadra do ginásio, onde estavam as autoridades. Sebastião Melo admitiu que houve falhas na segurança. “A Brigada Militar e a Guarda Municipal estabeleceram regramentos na entrada. Não posso dizer os detalhes, porque não participei. A Guarda não é um instrumento especializado para isso. Ela tem outras funções na sua formação e pode falhar e mostra que teve falhas porque não era para entrar nenhum tipo de objetos como esses. Muitas das coisas jogadas foram arrancadas como redes e pedaços de paus dos banheiros”, concluiu.

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