Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 25/03/2014
  • 15:00
  • Atualização: 15:05

Ministra critica Standard & Poor's e diz que números da economia são sólidos

Agência de classificação de risco reduziu a nota de crédito do País

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  • Agência Brasil

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, criticou a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), que reduziu a nota da economia brasileira. Ideli disse que a agência “não conseguiu sequer perceber o risco da crise de 2008”, que abalou a economia mundial.

Segundo Ideli, “os números da economia brasileira são muito sólidos e muito contundentes no sentido da qualidade de vida da população: é o emprego, é o controle macroeconômico, são nossas reservas cambiais, é o investimento (estrangeiro) direto que temos tido”. Ela acrescentou que o governo tem a convicção de que está trabalhando “conforme os interesses da maioria da população e (da) preservação da economia brasileira”.

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Em relatório divulgado no fim da tarde da última segunda, a agência reduziu, de BBB para BBB-, a nota soberana do País com perspectiva neutra, o que indica que a classificação não será rebaixada nos próximos meses.

Mercado reage bem à avaliação da Standard Poor's
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse, que a melhor resposta para o rebaixamento da nota para a economia brasileira está sendo dada pelo mercado, que recebeu com tranquilidade a avaliação. Ontem, a agência internacional Standard & Poor's (S&P) reduziu a nota da economia brasileira de BBB para BBB-.

“A bolsa continua firme, contrariamente a algumas expectativas, a taxa de câmbio recuou - pelas cotações que eu estava acompanhando antes de chegar aqui -, mas mostra a maturidade, a tranquilidade do mercado brasileiro em processar essa notícia”, avaliou ao participar, nesta terça-feira, de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Coutinho ressaltou que a Standard & Poor's é uma classificadora de risco, entre outras duas importantes - Moody's e Fitch -, que mantiveram suas avaliações no Brasil. “Tenho total confiança na firmeza da política fiscal brasileira, que o futuro mostrará a consistência [da economia] e os resultados demostrarão que a política é uma política de controle das condições de endividamento e manterão essas condições saudáveis de capacidade de atrair investimentos que o Brasil demostra”.

Para o presidente do BNDES, aparentemente, o impacto da nota sobre o custo de capital não é relevante ou ele já estava precificado. Coutinho explicou que o impacto também deve ser pequeno ou nulo nos investimentos diretos, dadas as oportunidades de investimento no Brasil serem muito amplas, em várias áreas, como petróleo e gás, agronegócio e na logística necessária escoar a produção.

“O Brasil tem um mercado interno que permanece firme, apesar do crescimento relativamente reduzido do PIB (Produto Interno Bruto – soma das riquezas produzidas pelo País), em 2012, que se recuperou um pouco em 2013 e o crescimento do emprego e da renda se sustentam. O mercado interno continua atrativo e nós temos assistido um grande número de consultas e investimentos diretos estrangeiros. Temos grandes projetos em andamento, de forma que eu manifesto minha confiança de que o investimento direto continuará firme”, disse Luciano Coutinho.

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