Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 29/04/2014
  • 15:29
  • Atualização: 15:51

Fortunati cancela teste das sinaleiras

Prefeito deve ainda revogar a lei aprovada pelos vereadores de Porto Alegre

EPTC testou tempo de 30 segundas em sinaleiras de Porto Alegre | Foto: André Ávila

EPTC testou tempo de 30 segundas em sinaleiras de Porto Alegre | Foto: André Ávila

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  • Rádio Guaiba e Correio do Povo

O caos gerado na região central de Porto Alegre e em outros bairros fez com que o prefeito José Fortunati, em conversa com o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, ordenasse o cancelamento do teste das 238 sinaleiras que estavam programadas para ficarem no sinal vermelho 30 segundos. A alteração provocou pelo menos 500 reclamações pelo telefone 156, o FalaPoa, na Capital. Entre as principais vias incluídas na reprogramação, estão a Ipiranga, a Osvaldo Aranha e a Independência. Todas elas apresentaram congestionamento, que se refletiu na maioria da cidade.

A modificação, que deveria seguir até o feriado do Dia do Trabalho foi um teste para a implementação da emenda contida no Estatuto do Pedestre, aprovado na Câmara Municipal. Porém, em virtude do impacto negativo, Fortunati deve revogar a lei aprovada pelos vereadores.

Vanderlei Cappellari disse que a maior preocupação foi com o transporte coletivo, afetado consideravelmente pela modificação. As sinaleiras já começam a ser  reprogramadas com o tempo original, mas a EPTC alerta que o sistema só volta no começo da noite.

Autor do projeto de lei que atualizou o Estatuto do Pedestre, o vereador Nereu D’Avila (PDT) explicou que a emenda para alteração do tempo das sinaleiras foi inserida na e votada “na última hora”. Segundo ele, o teste provou que a mudança não funciona. “Se o prefeito sancionar, eu vou imediatamente apresentar um pedido de revogação da emenda”, declarou. Na opinião do parlamentar, Porto Alegre é heterogênea e a medida trata a cidade como um todo.

Para o autor da emenda, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT), não entendeu a forma como foi testada a determinação. “O que embasou? As sinaleiras foram sincronizadas?”, perguntou. Ele ressaltou que a matéria é clara e prevê o tempo mínimo de 30 segundos para os semáforos de pedestres. “Uma coisa é fechar todas ao mesmo tempo, outra é fazer isso no Centro”, disse, lembrando que o conteúdo favorece quem anda a pé. “Eu acho que estamos falando de prioridade no trânsito”, ressaltou.

O vereador ainda questionou os estudos técnicos que levaram a prefeitura a determinar o período em que cada sinaleira fica aberta. “Esses estudos técnicos não têm funcionado, porque as pessoas não tem tido tempo para atravessar. Será que este estudo leva em conta o sujeito mais fraco, como o idoso e a criança?”.

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