Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 19/06/2014
  • 11:01
  • Atualização: 11:06

Alemão é resgatado depois de 11 dias preso em caverna nos Alpes

Cruz Vermelha considerou resgate extremamente difícil

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  • AFP

Os serviços de resgate conseguiram trazer à superfície um geólogo alemão gravemente ferido e que ficou preso durante 11 dias em uma caverna dos Alpes alemães. "Foi uma das operações mais difíceis da história dos resgates em montanha", afirmou Klemens Reindl, dos serviços de resgate Berchtesgaden, no Sul da Alemanha.

Reindl disse que 728 pessoas - funcionários do setor de saúde, espeleólogos profissionais, tripulação de helicópteros - provenientes da Alemanha, Áustria, Itália, Suíça e Croácia participaram no resgate. O ferido voltou a ver a luz do sol nesta quinta-feira, depois de permanecer 274 horas nas profundezas da caverna.

O alemão Johann Westhauser, de 52 anos, ficou ferido na cabeça e no peito por um desprendimento de rochas na madrugada de 9 de junho, quando explorava com dois colegas a caverna de Riesending-Schachthsshle, na fronteira austríaca.

Depois de avisadas por um dos companheiros, que levou 12 horas para escalar os 1.000 metros de profundidade, as equipes de resgate iniciaram os trabalhos considerados extremamente difíceis pelo presidente da Cruz Vermelha alemã, Rudolf Seiters.

As operações de resgate, iniciadas há uma semana, começaram quando o estado de saúde do ferido permitiu o traslado. Westhauser, que descobriu partes da caverna de Riesending-Schacthsshle, explora desde 2002 a gruta, a maior e mais profunda da Alemanha, com 19 km de largura e uma profundidade de 1.148 metros.

Depois do resgate, uma equipe médica de emergência o transferiu para um centro médico.


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