Direto ao Ponto

Arte em vidro

Artista começou com trabalhos em casa e ampliou a produção

Daniela desenvolveu mais técnicas ao logo da carreira
Daniela desenvolveu mais técnicas ao logo da carreira Foto : MAIARA DALLAGNOL / DIVULGAÇÃO / CP

A trajetória da artista Daniela Malfatti com o vidro começou ainda em casa. Vinda de uma família que produzia peças com o material, ela tinha o costume de ajudar no ateliê durante as férias da faculdade. No entanto, o interesse em trabalhar como vidreira só veio depois de descobrir a técnica de modelar e colorir vidro. “Eu fiquei encantada com aquilo, pensei que ia adorar fazer isso porque era um negócio diferente”, relembra. Depois de arranjar um forno de altas temperaturas, enquanto ainda cursava biologia, Daniela começou a experimentar a técnica de vidro fundido, mas o aperfeiçoamento só veio depois. “A gente não tem uma escola de vidro aqui no Brasil, não tem essa tradição. Claro que eu já tinha familiaridade por conhecer o material e saber como funcionava, mas foi muito de tentativa e erro, experimentando e vendo o que dava certo”, explica. Segundo ela, o conhecimento de bioquímica que adquiriu na graduação também facilitou o processo, já que a coloração é feita com óxidos e tintas.

Logo que começou, a artista produzia peças pequenas, como bijuterias. “As pessoas foram me pedindo e comecei a ver que podia gerar renda com isso então criei uma marca e vendia para butiques”, relembra. As peças maiores demoraram alguns anos, e a sua primeira especialização foi em cubas de vidro depois de estabelecer seu ateliê. Além de centros de mesa e móveis elaborados junto com arquitetos, Daniela também tem esculturas de borboletas, mariposas e outros insetos espalhadas pelo espaço de trabalho.

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