Em 27 de outubro, o público poderá conhecer mais sobre a obra do músico, compositor e filósofo norte-americano, fundador da Sun Ra Arkestra e o pai do Afrofuturismo, Sun Ra, através do álbum "Solar – Sun Ra in Brasil", com lançamento em diferentes plataformas digitais. Em releituras, os artistas brasileiros Xênia França, Orquestra Afronsinfônica, Tiganá Santana, Max de Castro, Metá Metá (Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França), Edgar, Munir Hossn, Hamilton de Holanda, Fabrício Boliveira e BNegão fazem uma conexão com as artistas norte-americanas Meshell Ndegeocello e Jazzmeia Horn, em uma homenagem à genialidade musical de Sun Ra. Solar reafirma sua conexão astral e ancestral com as sonoridades e as culturas da África e suas diásporas – aqui em especial atenção à brasileira – e um libelo sobre um tema urgente: a justiça climática, um chamado para proteção ambiental do planeta e da saúde de seus habitantes mais vulneráveis.
“Conectar a arte brasileira, com a arte e filosofia afrofuturista de Sun Ra e o atual debate ecológico é um acerto. O Brasil é o país mais negro fora do continente africano e o detentor da maior parcela da floresta amazônica – ecossistema fundamental para preservação do planeta. E o resultado é impactante”, afirma o jornalista, diretor de TV e agitador cultural Alberto Pereira Jr. em texto de apresentação do projeto, sob a direção artística de Béco Dranoff, produtor e consultor de música, cultura, entretenimento e iniciativas sociais, e produção musical de Marcos “Xuxa” Levy, músico, arranjador, produtor e diretor musical com mais de 30 anos de carreira, também idealizadores da versão brasileira do projeto.
O álbum – que terá uma pequena tiragem em vinil, lançada apenas nos EUA, em17 de novembro – marca também a aliança entre a Red Hot Organization e a Music Declares Emergency – movimento que une artistas, profissionais e organizações do setor da música no combate às alterações climáticas e à conscientização da indústria pela redução do impacto do setor no meio ambiente. Hoje são 12 países associados, trabalhando em sintonia para alinhar estratégias, incluindo o Brasil. Já assinaram o manifesto No music on a dead planet mais de seis mil profissionais e artistas, como IDLES, Foals, Jamie XX, Billie Eilish, Caribou, Bon Iver, Tame Impala, e as editoras Universal Music, Sony e Warner. Afinal, não existirá música em uma planeta morto.
Um lançamento da Red Hot Organization – produtora norte-americana sem fins lucrativos que utiliza mídia e música para mudança social desde 1990 –, com produção de Béco Dranoff, John Carlin e Jonathan Galkin, Solar é segundo ato da série inspirada na obra de Sun Ra, iniciado com lançamento de Red Hot & Ra – Nuclear War LP, derivado da incomparável composição de Sun Ra, Nuclear War, de 1982 – originalmente escrita em resposta ao incidente de Three Miles Island na Pensilvânia em 1979.