Por Carolina Santos e Larissa Har
Marcelo Serrado é conhecido por todos os brasileiros que tem uma televisão. Sua carreira no audiovisual é longa e de muito sucesso. Já atuou em diversos projetos como novelas, filmes e séries, com personagens dos mais diversos, cômicos e memoráveis, como em "Crô - O Filme", "Porto dos Milagres", "Sabor da Paixão", "Fina Estampa", "Velho Chico", entre outros. Esse ano, ele fez parte do elenco principal da nova novela original da Max, "Beleza Fatal", interpretando seu personagem Rog, ou Dr. Peitão. Em entrevista por e-mail ao Caderno de Sábado, o ator contou como foi gravar para o streaming da Max e comentou projetos futuros.
“Beleza Fatal” foi o título número um na MAX no Brasil e em toda a América Latina. Você esperava tamanho sucesso, ou foi surpreendido?
Eu tinha noção de que a novela ia ser boa, mas confesso que não esperava essa receptividade toda. Eu ando nas ruas e é impressionante a repercussão da novela, do meu personagem, fico muito feliz com isso tudo. No carnaval, na Sapucaí, foi muito isso (risos). Era toda hora um “Dr. Peitão” ou “Cuidado com a Lola”. É um momento importante para a dramaturgia nacional, abre um novo caminho.
Como é interpretar um vilão? Sentiu uma repercussão diferente nas redes e nas ruas?
Meu personagem é da pior espécie, mas tentei colocar também humor nele, porque acho isso muito importante. Foi desafiador fazer o Rog, um homem difícil, que tem um desejo pela beleza, escuta músicas diferentes, tortura as mulheres, ao mesmo tempo é um cara totalmente homofóbico, mas tem uma relação com uma trans, e que procura a beleza perfeita nas mulheres. Foi um personagem que me tirou totalmente da minha zona de conforto. A repercussão nas redes e nas ruas é maravilhosa. O público todo reagindo ‘na boa’ e as pessoas comentam sobre o personagem. É muito impressionante o que a gente alcançou nessa novela, né? Acho que a gente quebrou um paradigma muito grande de fazer sucesso em um streaming dessa maneira tão avassaladora, de chegar nas pessoas de uma maneira que muitas pessoas ficassem donos da novela e até que chegasse na internet. As pessoas chegam em mim nas ruas falando “Mermão, eu te odeio. Gosto do Marcelo, mas odeio você’’ (risos).
Quais são as maiores diferenças de gravar para o streaming e para televisão? Seja dentro do set, ou, até mesmo, na liberdade para abordar temas que podem ser vetados na TV aberta?
Senti maior diferença na duração, porque são 40 capítulos. Fui protagonista de novelas das setes e gravava vinte ou trinta cenas por dia. É uma diferença grande. Em “Beleza Fatal” eram só seis ou sete, às vezes oito. É um trabalho menos cansativo. Mas não existe um trabalho tranquilo, é puxado como qualquer outro, a diferença é só onde vai ser exibido. Mas os processos são os mesmos.
Como você avalia esse “modelo” de novelas para o streaming? Acredita que seja o futuro das obras?
Acho que é uma tendência mundial. Temos que estar abertos e prontos para esse novo mundo. Principalmente os artistas hoje em dia estão plurais, em todos os canais e todas as plataformas. É uma coisa que encaro com total normalidade.
A peça “Avesso do Avesso”, com a Heloísa Périssé, vai vir para o Rio Grande do Sul?
Nossa ideia é passar por todas as cidades e estados do Brasil. Quem sabe em breve estaremos no Sul do país mais uma vez para levar muita diversão e apresentar esse projeto que está conquistando muita gente.
O público poderá te ver no filme “Alguém na Multidão”. Quais outros projetos estão à vista?
Sim, um projeto que abracei e que tenho certeza que será um outro grande sucesso do nosso cinema brasileiro. É um filme do meu querido Andrucha Waddington, e irei interpretar um personagem autista, vai ser mais um lindo desafio na minha carreira. Aliás, já está sendo! E o que posso adiantar é isso pra vocês, e também já estou em outro projeto lindo, uma série, que já estou gravado em São Paulo, e em breve, compartilho mais detalhes. Mas uma coisa é certa: Bons e novos projetos sempre tento estar (risos).