A mais nova publicação foi organizada por Paulo Flores e Tânia Farias, que estão à frente da trupe, e foi editada pelo selo Ói Nóis na Memória. A partir de pesquisa histórica com críticas, materiais jornalísticos e um rico acervo de imagens fotográficas, é contada a história do coletivo de atuadores, símbolo e ousadia, ruptura e resistência. Trata-se de um documento vivo que visa a difundir e socializar a proposta estética e política desenvolvida, trazendo registros memoráveis de espetáculos como “Fim de Partida”, “Ostal”, “Hamlet Máquina” e “A Missão - Lembrança de uma Revolução”, entre outros. E também as montagens que tomaram as ruas da capital gaúcha e do país, como “A História do Homem que Lutou sem Conhecer o Seu Grande Inimigo” e a atual “O Amargo Santo da Purificação”.
Já o documentário “Raízes do Teatro”, realizado em parceria com a Artéria Filmes e dirigido por Pedro Isaias Lucas, apresenta um dos principais eixos do trabalho de criação do grupo. O título é o nome do projeto criado pelo Ói Nóis Aqui Traveiz em 1987 para sistematizar o estudo das origens ritualísticas do teatro. A principal característica desta metodologia é o tratamento especial dado aos mitos. Fazem parte deste projeto os espetáculos “Antígona”, “Ritos de Paixão e Morte” (1990), “Missa para Atores e Público sobre a Paixão”, “O Nascimento do Dr. Fausto de Acordo com o Espírito de Nosso Tempo” (1994), “Aos que Virão Depois de Nós - Kassandra in Process” (2002) e “Medeia Vozes” (2013). Com uma trajetória de 35 anos, que inclui espetáculos, intervenções urbanas e oficinas, o Ói Nóis Aqui Traveiz é um dos grupos mais representativos do Sul do Brasil, com seu processo de criação coletivo e teatro de vivência.