O pianista e adaptador Franck Krawczyk conta que eles rejeitam a palavra redução. "Extraímos o essencial, mas ''redução'' não é a palavra. Ficou mais claro. Tudo está lá. Deixamos para trás as convenções da época de Mozart, mas os elementos da ópera estão lá", frisa.
A base do libreto é a história de amor de Tamino por Pamina, filha da Rainha da Noite, e os obstáculos que enfrentam por este sentimento, com personagens como Papageno, Papagena, Sarastro e Monostatos. Além de Franck, há um outro pianista, n Vincent Leterme. Na pauta do piano, estão condensadas as cordas e os metais da partitura original. "Tudo nasceu do piano. Mozart escrevia no piano e o piano é o cerne da orquestra."
O pianista lembra que as marcas de Brook na obra passam pelo domínio do diretor e de Marie-Hélène da técnica de canto e dos elementos cênicos. "Os dois são músicos, mas ao mesmo tempo vivem o teatro e privilegiam a história. Nesta ópera, vemos a beleza do canto e também a simplicidade e a força das palavras", pontua. Franck diz que é uma pessoa que tem uma visão muito ampla das coisas e uma curiosidade sobre o potencial de quem ele trabalha. "Ele é onipresente", acentua.
A montagem conta com 14 cantores: Adrian Strooper, Aylin Sezer, Betsabée Haas, Dima Bawab, Julia Bullock, Jean-Christophe Born, Leila Benhamza, Malia Bendi-Merad, Patrick Bolleire, Roger Padullès, Romain Pascal, Thomas Dolié, Vicent Pavesi e Virgile Frannais; e dois atores: William Nadylam e Abdou Ouologuem. "Na quarta e na sexta, será um elenco e, na quinta, outro. Cada elenco se apropria da montagem e o que temos são óperas iguais, mas distintas."