Arte & Agenda

Ônibus que divulga "Nada a Perder" percorre os "cartões-postais de Porto Alegre

Iniciativa vai passar por outras cidades brasileiras nos próximos dias

Usina do Gasômetro foi um dos pontos pelos quais veículo passou
Usina do Gasômetro foi um dos pontos pelos quais veículo passou Foto : Mauro Schaefer
A capital do Rio Grande do Sul recebeu na tarde de quarta-feira a visita do ônibus que divulga o filme “Nada a Perder”, a cinebiografia do bispo Edir Macedo, dirigida por Alexandre Avancini. Conforme o produtor William Antunes Bichoff, um dos responsáveis pelo projeto Cinema Solidário, o intuito é visitar outras cidades brasileiras, literalmente do "Oiapoque ao Chuí".

O primeiro contato que a comunidade pôde ter com o veículo, que leva a estrutura com 120 metros de material adesivo para reproduzir com nitidez a principal cena do filme já em sua lateral, foi no Largo Glênio Peres. Até agora já foram percorridos mais de 1.500 quilômetros, porém outros milhares serão feitos até o fim do trabalho. "Antes daqui estivemos em Capão da Canoa, no Litoral, e fomos muito bem recebidos pelos gaúchos. Ontem nós tivemos a exibição do filme em Vacaria e no início da semana em Montenegro", detalhou o produtor. Nesta quinta, parte dos apenados da Cadeia Pública de Porto Alegre assistem à história de Macedo.

A próxima cidade a receber o coletivo será Farroupilha. De lá, a equipe segue para Florianópolis, em Santa Catarina. "Estaremos lá no dia 6, depois seguiremos para Curitiba, no Paraná, e no dia 8 faremos a divulgação no Rio de Janeiro", informou Bichoff. Na quarta, durante os cerca de 40 minutos em que o coletivo permanecia em cada ponto, diversas pessoas paravam em busca de informações ou, simplesmente, para tirar uma foto e levar uma lembrança para casa.

O autônomo Darlan Gonçalves, de 51 anos, foi um dos que resolveram observar o longa, ao qual já assistiu nos cinemas. “Foi maravilhoso. Mostra a história de superação de um homem que todos julgavam e conseguiu vencer. É uma trajetória que comprova que a fé move montanhas", destacou. Ele disse que viu as cenas protagonizadas por Petrônio Gontijo e se emocionou. "Vai além da religião. Mostra que quando acreditamos podemos alcançar. Levei o meu pai, minha mãe e minha filha de 10 anos para assistir comigo e todos adoraram", salientou.

Quem ainda não viu, mas está prestes a ir até um cinema, é o aposentado Marco Antônio Dias Moreira, 73 anos. "Estou muito curioso. Tenho certeza que temos muito a aprender com ele", enfatizou. A aposentada Iara Santos, 63 anos, também está ansiosa: "Estou sempre acompanhando as notícias que falam sobre o ‘Nada a Perder’ e cada vez mais fico na expectativa de ir até uma sessão. Acredito que todos deveriam conferir.”

Iniciativa populariza arte do cinema

O ônibus passou por diversos pontos turísticos de Porto Alegre, como o Monumento ao Laçador, Arena do Grêmio, Beira-Rio e Usina do Gasômetro. Em cada local, muitos registros foram feitos pela população. A técnica de enfermagem Cibele Oliveira, de 39 anos, foi uma delas. A gaúcha, que já conferiu a cinebiografia, tem uma história de vida carregada de superação. Ela contou que os passos dados pelo bispo Edir Macedo na criação da Universal a fizeram refletir sobre a sua própria caminhada. "Foi maravilhoso e não tem como sair da sala do cinema com uma sensação diferente. Eu sou a prova viva de que, com fé, a transformação é possível", enalteceu Cibele, que sofria de depressão.

As cenas contam a história, ainda pouco conhecida, do bispo. Com momentos impactantes e reconstituição de época do Brasil dos anos 1960, 70, 80 e 90, acompanha as lutas de Macedo desde a infância em Rio das Flores, no interior do Rio de Janeiro. Junto com as exibições nos cinemas, o Cinema Solidário acontecerá em, pelo menos, cinco locais diferentes.

Os números projetados apontam que, em dois meses, sejam 400 exibições pelo país. A iniciativa quer divulgar e popularizar a arte cinematográfica no Brasil, onde apenas 383 dos 5.570 municípios possuem salas de exibição, o que significa menos de 7% do total. Essa é a primeira vez na história do cinema brasileiro que a obra estreia em circuito nacional, que envolve as grandes empresas do ramo, e, ao mesmo tempo, em projetos sociais destinados a populações carentes.

Assista ao trailer:

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