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Último livro da tetralogia napolitana, de Elena Ferrante, chega ao Brasil neste mês

"História da menina perdida" ganhará versão em português quatro anos depois da obra ser lançada na Itália

Publicação traz desfecho para a trama entre as amigas Elena Greco e Rafaella Cerullo
Publicação traz desfecho para a trama entre as amigas Elena Greco e Rafaella Cerullo Foto : Biblioteca Azul / Reprodução / CP
"História da menina perdida", o último livro da chamada tetralogia napolitana, escrito pela anônima autora Elena Ferrante, finalmente chegará ao Brasil - quatro anos depois do original italiano ser lançado. A obra que põe fim na história iniciada em "A amiga genial", de 2011, começa a ser distribuído no país ainda neste mês, garantiu a Editora Biblioteca Azul, sem especificar a data. A série já vendeu mais de dois milhões de exemplares ao redor do mundo.

Diferentemente da capa da edição publicada na Itália, que exibe duas crianças com fantasias de fada sentadas de frente para o Golfo de Nápoles, a versão brasileira mostra apenas uma menina, também na praia, mas segurando uma boneca. Aclamada pela crítica e pelo público, Elena Ferrante é um pseudônimo sem rosto: se tornou conhecida por escrever sobre questões íntimas com muita clareza, mas sem expor sua real identidade. Ano passado, um jornalista italiano causou polêmica ao investigar transações bancárias na tentativa de revelar o verdadeiro nome por trás do fenômeno, chegando até a tradutora Anita Raja. 

A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história da forte ligação das amigas Elena Greco (Lenù), narradora da história, e de Rafaella Cerullo (Lila), percorrendo todas as fases da vida das duas, nascidas e crescidas no subúrbio de Nápoles, nos anos de 1950. No cerne da trama, Lenù recebe a notícia de que Lila, aos 66 anos, sumiu sem deixar rastros, cumprindo um antigo desejo de "desmaterializar-se". Irritada, ela decide relatar toda a trajetória de sua amizade, desde a primeira infância até a velhice.

O primeiro volume, "A amiga genial", cobre da infância aos 16 anos e narra como elas se conheceram em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo o medo constante. Como pano de fundo, Ferrante descreve as tensões enfrentadas pela Itália e por Nápoles no pós-Guerra, como os anos de chumbo, o fascismo, o comunismo e o crescimento da Camorra. Lá, elas sonham em conhecer o mundo e buscar uma vida melhor. O segundo livro, "História do novo nome", trata da juventude e acompanha o crescimento das amigas, com as dores e as delícias de sua juventude em meio a um mundo repleto de caminhos que se abrem enquanto portas se fecham.

Em "História de Quem Foge e Quem Fica", a terceira publicação, Lenù e Lila partem para os embates da vida adulta. Numa sequência angustiante e sem espaço para a inocência de outrora, Ferrante coloca o leitor no meio do turbilhão que se forma das amizades, das relações sociais e dos interesses individuais. O quarto e derradeiro acompanha a vida idosa das duas, mostrando os desdobramentos e as razões do desaparecimento.

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