Na próxima sexta, as peças serão apresentadas em diversos pontos do Centro. No sábado, se deslocarão para a periferia, e, no domingo, estarão na Redenção e arredores. Em “Domínio Público” (Espanha), o diretor Roger Bernart dá instruções por meio de fones de ouvido a um grupo de espectadores, numa praça, e em “Padox dans la Cite” (França), 20 personagens rumam para as ruas, atuando sob a luz do sol. Sarcasmo e paródia caracterizam “Helena Pede Perdão e é Esbofeteada” (SP), inspiradas em filmes hollywoodianos e telenovelas brasileiras. O saudosismo dá o tom em “Naquele Bairro Encantado” (MG) e “Olhar do Outro”, de Pelotas, bebe na fonte de Tchecov em “A Gaivota”. Já as peças locais “Aye” fala do primeiro quilombo; “Futebol Nossa Paixão” traz moradores de uma favela, apaixonados por futebol, que têm suas vidas mudadas a partir da vinda da Copa do Mundo de Futebol em 2014, e “Geocoreografia: Cidade Não Vista” coloca mais de 40 atores nas escadarias do viaduto da Borges de Medeiros.
O Festival Dança Porto Alegre, realizado de sexta a domingo, na Pompeia (Barros Cassal, 220), promoverá workshops, bailes e aulas. Diversos profissionais da dança do Rio Grande do Sul e de outros estados estarão presentes, marcando o crescimento da dança de salão. Estão confirmados Alexei Ramos e Emília Pedra, da Bahia, que integram a Fonts Company (Itália); Renata Peçanha e Jorge Peres, do Rio de Janeiro, criadores do zouk brasileiro, e Ramon Oliveira, que inventou o bolero estilizado. As aulas de samba, salsa, tango e zouk serão na sexta e sábado, a partir das 9h. O baile será no dia 12, às 22h, e domingo, a partir das 20h, na confraternização. No sábado, haverá performances infantis e do residentes do Asilo Padre Cacique, assistindo e dançando um bolero com os professores.