História
A ação se passa em uma aldeia holandesa, onde uma mulher se queixa que uma bilha, ou seja, um jarro, foi quebrado na noite anterior, quando sua filha foi surpreendida com um homem em seu quarto, em plena madrugada. Ela acusa um camponês, noivo da jovem, sob a presença austera do desembargador, enquanto um outro homem, também no local, é o verdadeiro culpado pelo estrago da relíquia.
Para Massa, a peça traz uma metáfora da situação da quebra da pureza da moça e, por outro lado, faz uma crítica ao sistema judiciário. Ele considera interessante a caracterização dos personagens e o fato de suas intenções apontarem para um lado enquanto as palavras sinalizam outra coisa. Na sua opinião, Kleist era um autor revolucionário, que causa estranhamento ao apresentar sua narrativa. Sobem ao palco Luís Franke, Luciano Pieper, Renata Teixeira, Marcello Crawshaw, Cláudia Lewis, Larissa Tavares, Marcelo Martins e Ariane Mendes.
A obra sobre corrupção, falso moralismo e amor romântico estreou em 1808 por Goethe, que teve um enorme fracasso, segundo Massa, por ele "não ter entendido o espírito da comédia". Em 1960, foi montada com sucesso por Cláudio Heemann e Lilian Lemmertz, sob a direção de Linneu Dias e atualmente está em cartaz no Espaço Parlapatões, com a Cia. Razões Inversas.