O gaúcho Antônio Zeni, de 17 anos, está empolgado com a estreia da última temporada da aclamada série “Reis", da Record. Este é seu primeiro personagem em TV aberta. O filho de Novo Hamburgo interpreta, na trama, o personagem Acabe, um jovem muito intenso e seguro de si. O jovem leva a sério a profissão e fez diversos cursos na área, inclusive na escola americana New York Film Academy. A dedicação à formação artística rendeu bons trabalhos ao ator que coleciona papéis importantes na carreira, como o personagem Joe na série “The Journey” (2019), gravada em inglês e português.
Qual é a sensação de integrar o elenco da série “Reis", da Record, em teu primeiro personagem em TV aberta?
Estou muito feliz e realizado com esta oportunidade. Viver um personagem tão intenso está sendo um grande presente na minha vida. Fazer novela sempre foi um sonho, tenho muito orgulho de fazer parte de um projeto tão grande com ensinamentos tão importantes.
Esta série emocionou e criou uma conexão com muitas pessoas ao longo dos anos. O que esperas desta temporada final?
O público pode esperar uma temporada emocionante e cheia de reviravoltas. Grandes batalhas, conflitos familiares e várias cenas espetaculares que nos fazem refletir sobre a natureza humana. Espero que esta temporada toque o coração e a mente das pessoas.
Na trama interpretas Acabe, um jovem muito intenso e seguro de si. Em que Acabe se assemelha ao gaúcho Antônio Zeni?
Acabe se tornará rei de Israel futuramente, e para isso precisou ser um bom líder, tomar decisões e ter disciplina na sua adolescência. Levo isso para minha vida. O comprometimento, a disciplina, tudo isso faz com que eu evolua como profissional e como pessoa.
Como te preparaste para interpretar Acabe? Chegaste a realizar uma imersão no universo e na época que ele viveu?
Tive um período de preparação e imersão com a preparadora Andrea Avancini. Ela me ajudou a criar as relações e as diferentes camadas vividas pelo personagem. Me preparei muito fisicamente, tendo que aprender a lutar com espadas, luta corporal, tive aulas de arco e flecha e voltei a montar a cavalo.
Esse projeto foi um marco na tua carreira?
Diria que não só é um marco na minha carreira, mas na minha vida. Amadureci muito como ator e como pessoa neste projeto. Viver um personagem tão intenso, com tantas camadas foi um presente. Ao mesmo tempo, é a primeira vez que estou morando sozinho e isso tem contribuído para meu amadurecimento.
Nasceste em Novo Hamburgo, e desde a infância demonstraste interesse pelas artes. Fale um pouco sobre essa paixão.
Minha família sempre incentivou muito a cultura. Desde pequeno frequentei musicais, teatro, cinema e museus. Essa paixão pela arte refletiu em mim quando tinha 7 anos e decidi estudar teatro.
O que se sabe é que levas a sério a profissão e fizeste diversos cursos na área, inclusive na escola americana New York Film Academy. Os estudos são uma constante na tua vida?
Com certeza! O ator nunca está 100% pronto, então toda forma de estudo é válida para seu desenvolvimento. Sigo fazendo cursos, mentorias e workshops que me fazem evoluir como artista.
A dedicação à formação artística te rendeu bons trabalhos, como o personagem Joe na série “The Journey” (2019), gravada em inglês e português. Como foi esse desafio?
Foi o primeiro trabalho profissional da minha vida. Foi a realização de um sonho. Gravamos a série no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Até hoje lembro da sensação de entrar no set pela primeira vez. Esse trabalho foi muito importante, pois lá tive certeza que era isso que queria para minha vida.
Em 2021 contracenaste com Bruno Gissoni no longa-metragem “Sem Fôlego", no papel de Miguel Miller. E, no mesmo ano, interpretaste João Havelange na infância, na série “El Presidente: Jogo da Corrupção”, da Amazon Prime Vídeo. Como foi realizar esses dois trabalhos e interpretar dois personagens tão diferentes?
Foi um desafio. Eram meus primeiros trabalhos e aprendi demais com a experiência e com as pessoas que conheci nesses projetos. Os dois personagens exigiram uma grande responsabilidade, pois viveram diversos traumas e dramas retratados nas respectivas histórias. Foram trabalhos muito especiais para mim: um foi meu primeiro trabalho internacional, o outro, meu primeiro filme de suspense policial.
Em 2022 foste o protagonista de “O Caminho de Hans”, filme de época gravado na Serra gaúcha, que estreou no 50° Festival de Cinema de Gramado. O fato de as filmagens terem ocorrido em solo gaúcho, te marcou de alguma forma?
Com certeza. Foi o primeiro filme brasileiro sobre o cooperativismo, história gravada na minha terra, perto de casa, com um elenco gaúcho incrível. Além disso, foi meu primeiro trabalho como protagonista. Tenho muito orgulho desse filme e do impacto que teve após o lançamento.
Onde vives atualmente e o que projetas para o futuro?
Atualmente estou morando no Rio de Janeiro. Para o futuro, acredito que devo terminar o Ensino Médio em Novo Hamburgo, e depois estabelecer minha base no eixo Rio/São Paulo.
Recebeste apoio dos pais e familiares quando decidiste, ainda menino, seguir para o mundo artístico?
Minha família sempre apoiou e incentivou que eu seguisse essa carreira. A cada desafio conto com o apoio deles. Sou grato demais por tê-los na minha vida.
Na arte buscas inspiração em algum artista?
Sou muito fã dos trabalhos do Robert De Niro, sempre o assisto como referência para meu trabalho. Também venho gostando muito dos trabalhos do Gabriel Leone, que é uma inspiração para mim e para a nova geração de atores brasileiros.
Do que sentes saudade no Rio Grande do Sul?
Sinto saudade das pessoas, dos meus amigos e da minha família, até mesmo da minha rotina lá. Sou um grande fã do meu Estado e vou levar o nome dele sempre comigo.