Arte & Agenda

“A História Mais Triste do Mundo” brilha no lúdico

Exibido no 54° Festival de Cinema de Gramado, o longa gaúcho encanta com sua maneira divertida de filmar

"A História Mais Triste do Mundo" mostra a trajetória de Marco, um menino que é vendido para o circo
"A História Mais Triste do Mundo" mostra a trajetória de Marco, um menino que é vendido para o circo Foto : Festival de Cinema de Gramado / Divulgação / CP

*Sob supervisão de Luiz Gonzaga Lopes

Uma adaptação do livro de Mário Corso, o longa-metragem gaúcho "A História Mais Triste do Mundo” foi exibido na tarde de terça-feira, dia 18, no 54º Festival de Cinema de Gramado. O filme integra a programação da Mostra SEDAC/Iecine de Longas Metragens Gaúchos.

A produção mostra a trajetória de Marco, um menino que é vendido para o circo e enfrenta o abandono e sucessivas mudanças até seguir para a cidade grande, onde transforma a dor em crescimento.

Ao misturar animação para filmar o elefante e teatro de bonecos para o leão, o diretor aposta no lúdico para colocar o impossível em tela. O filme não se afasta do fator irreal da trama e apresenta uma direção que brinca com esses elementos, realçando o brilho criativo e pitoresco da obra.

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Arthur Seidel, que interpreta o protagonista na segunda fase do longa-metragem, destaca o trabalho de Johnny Left, que assinou a maquiagem, parte que também acompanha o espírito da produção.

“Ele sempre teve a preocupação de dialogar com o detalhe e com um certo nível de realismo da caracterização, mas também deixar espaço para essa imaginação, para esse complemento do público. E foi muito massa, eu acho que a caracterização vem para unir eu e o Caetano também, porque para além de outras camadas de subtexto, contexto, atuação, isso vem para unir as duas personagens de diferentes pontas desse arco da construção da narrativa”, el.

Para o Montanari, ainda que tenha uma pegada infanto-juvenil, o filme dialoga com todas as idades. “É o que as críticas aqui de Gramado trazem, que é um filme com uma roupagem infantil para temas essencialmente adultos. E a galera de escola que tava aqui de 17 anos que estavam urrando e batendo palma para a cena de beijo só corrobora essa ideia. Então não subestimemos o filme. Ele chega até o adolescente e chega até o adulto”, comenta o cineasta.

Durante a apresentação da sessão, o escritor Mario Corso, autor do livro que inspirou o filme, ressaltou a importância de contar uma história para o público infanto-juvenil que não escondesse os horrores do mundo real. "Quando a gente escreve um livro, ficamos nos perguntando: será que alguém vai ler? E alguém filmou!”, concluiu ele.

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