"Neste estágio, nós só queremos obter os mesmos elementos que foram dados a Hollywood", declarou o advogado James Connell, defensor do paquistanês Ali Abd al-Aziz Ali, conhecido como Ammar al-Baluchi. Sobrinho do suposto mentor dos atentados de 11 de setembro, Khalid Sheikh Mohammed, ele foi identificado em "A hora mais escura" como o detido torturado em uma prisão secreta da CIA.
Seu apelo ao juiz militar James Pohl foi assinado por outros quatro réus, incluindo seu tio. O pedido de 418 páginas, publicado no site das comissões militares, inclui dezenas de textos e e-mails da diretora do filme, Kathryn Bigelow, e do cinegrafista Mark Boal. A organização Judicial Watch revelou que "a administração Obama deu aos cineastas um incomum acesso a informações classificadas, incluindo aos nomes dos agentes da CIA envolvidos na operação contra Osama bin Laden", abordadas no filme.
James Connell disse que pediu a projeção dos primeiros 20 minutos do filme, mas que não tem certeza da que será atendido. Nesses minutos aparece um detido chamado "Ammar", sobrinho do cérebro dos ataques de 11 de setembro e acusado de ter conseguido o financiamento desses ataques. "Ammar é torturado, trancado em um caixão, despido e amarrado com uma coleira de cachorro em uma prisão secreta da CIA.