No próximo dia 30 de setembro, será comemorado o Dia Internacional da Tradução. O Caderno de Sábado deste final de semana destaca a data instituída em 1991 pela Federação Internacional dos Tradutores (FIT), com a opinião de tradutores e especialistas sobre o que há para se comemorar, as dificuldades e demandas urgentes do ofício e da classe. No Brasil, a data recebeu a campanha Nome do Tradutor, iniciativa da Associação Brasileira dos Tradutores e Intérpretes (Abrates), com o apoio do Sindicato Nacional dos Tradutores (Sintra), que visa à valorização do tradutor, que segundo a Lei dos Direitos Autorais, número 9.610, de 1998, é autor de obra derivada, o que lhe atribui direitos morais e patrimoniais iguais ao autor da obra original. O principal direito seria o de ver o seu nome ligado à obra criada.
O Caderno conta com artigos do coordenador editorial e tradutor Juremir Machado da Silva sobre a fidelidade ou infidelidade do tradutor e também da doutoranda em Literatura Comparada e pesquisadora de Estudos de Tradução, Andrea Kahmann, a descoberta dos livros por meio de tradutores como Erico Verissimo e Sergio Faraco, colaborador do Caderno de Sábado nos anos 1960 e 70, que traduziu os uruguaios Horacio Quiroga e Mario Arregui para o português, sendo o responsável pela disseminação e popularização destes dois nomes no país, entre outros tantos livros traduzidos do espanhol. O suplemento conversou também com os tradutores gaúchos José Francisco Botelho, Pedro Gonzaga e Cássia Zanon, além do carioca e professor de tradução Paulo Henriques Britto (tradutor do inglês de livros de Paul Auster, William Faulkner e E.L. Doctorow), a tradutora e historiadora Denise Bottmann, e a secretária-geral da Abrates, Iara Regina Brazil, para falar das demandas e situações específicas do ofício da tradução e sobre as lutas da entidade representativa dos tradutores e intérpretes.
O CS também conta com a agenda de shows do final de semana, uma prospecção do 1º Porto Alegre Jazz Festival, que se realiza na capital gaúcha de 10 a 12 de outubro, feita por Daniel Soares, além de uma entrevista com o novo acadêmico da cadeira 10 (que foi de Aquiles Porto Alegre) da Academia Rio-Grandense de Letras, Nilson Luiz May e uma análise do Festival de Cinema de Brasília, feita por Marcos Santuario.