Considerada "a maior comediante do cinema brasileiro" por seu parceiro de muitos trabalhos, Oscarito; "Carlitos de saias" por Grande Otelo e a "primeira-dn ama do cinema nacional" por Ivan Cardoso, a atriz natural de Silva Jardim (RJ), perdeu os pais muito cedo. Criada pelo padrasto, começou no teatro aos 4 anos e aos 15 se casou. Quando seu filho de um ano caiu do colo da avó paterna e morreu, em decorrência de traumatismo craniano, o trauma foi tão grande que ela perdeu a voz, retornando de forma diferente, como todos conheceram. Foi secretária do autor Dias Gomes e trabalhou no rádio. Mas sua atuação principal foi no cinema, brilhando nas chanchadas dos anos 50, frequentemente como empregada doméstica, sendo recordista no Brasil, em 108 participações em filmes. Em 1965 ingressou na TV, deixando sua marca inconfundível em programas humorísticos, em especial ao lado de Chico Anísio, seja como a Biscoito, esposa do bêbado Tavares, ou Dona Bela, na "Escolinha do Professor Raimundo". Também escrevia poesias, registradas em quatro livros.
"O que mais me impressiona é a vitória desta mulher, que vence todos os preconceitos e vira uma grande atriz. O que me deixa feliz é que a plateia ri e chora muito e deixa claro o meu carinho e respeito por ela. Eu me sinto homenageando a Zezé e sendo presenciada por ela", afirma Betty Gofman, que entra e sai de cena, já que a peça utiliza a metalinguagem, na medida em que um grupo se prepara para viver a vida da atriz que deixou saudade.