Arte & Agenda

Abertura de mostras na Fundação Iberê e no MACRS

Panmela Castro e Eduardo Srur inauguram exposições que abordam ativismo, arte, consumo e sustentabilidade em Porto Alegre

Artista gaúcha Maria Lídia Magliani em obra da carioca Panmela Castro, que abre mostra neste sábado, 14, na Fundação Iberê
Artista gaúcha Maria Lídia Magliani em obra da carioca Panmela Castro, que abre mostra neste sábado, 14, na Fundação Iberê Foto : Anderson Astor / Divulgação / CP

Dona de potente e multifacetada produção artística, ao longo de vinte anos, a carioca Panmela Castro vem construindo uma trajetória que articula arte e ativismo. Sua produção se estrutura a partir do conceito de "deriva afetiva", no qual o acaso não apenas permeia sua obra, mas se torna o sujeito dos acontecimentos que a constituem. Sua prática se inicia na performance, compreendida como processo relacional que se desdobra em pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia. Hoje, às 14h, ela estreia na Fundação Iberê (Padre Cacique, 2000) com a individual “A Crônica da Não-Solidão”, que conta sobre uma forma de pertencer ao mundo pela arte.

A exposição parte da experiência da artista com a solidão para afirmar a criação artística como campo de subversão e de existir através das relações de alteridade. A mostra constrói uma narrativa que subverte a violência com proposição de dororidade, articulando obras autobiográficas, proposições participativas e diálogo direto com a obra de Iberê Camargo. Entre as mais de 50 obras, 15 foram feitas para a mostra, como uma pintura em grandes dimensões – 200x400 cm – da série “Artistas no Ateliê”, retratando Iberê em releitura de “Solidão”, o último quadro do artista.

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O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) marca nova fase em sua sede no 4º Distrito (Comendador Azevedo, 256) com a expansão da mostra “Da margem à beleza”, do paulistano Eduardo Srur. Com curadoria de Fernando Zugno, a exposição inaugura hoje, ocupando o espaço entregue em agosto de 2025.

O projeto propõe diálogo com a realidade urbana e industrial da região para discutir consumo, descarte, reciclagem e sustentabilidade. A visitação pode ser feita de 15 de março a 12 de julho (terças a sextas, das 12h às 18h, e finais de semana e feriados, 10h às 18h).

Srur apresenta mais de 40 obras, incluindo pinturas, instalações e vídeos que demonstram a convivência diária com o excesso de resíduos, revelando a “coreografia silenciosa do lixo” na vida contemporânea ao utilizar materiais como sacolas plásticas recolhidas em margens de rios, alimentos industrializados, carrinhos de supermercado e caçambas de entulho, deslocando o olhar comum.

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