O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) apresenta a exposição “Além da forma – Abstracionismos no Margs, anos 1940–1970”. A inauguração ocorre hoje, 10h30min, em evento com visita dialogada com o público, seguindo em exibição até 5 de julho. A atividade será conduzida pelo diretor-curador do Museu, Francisco Dalcol, pela curadora-assistente, Cristina Barros, e por Carla Batista, do Núcleo de Acervos e Pesquisa do Margs.
A mostra explora um dos mais fascinantes temas da história da arte do século XX: a abstração nas artes visuais, compreendendo um período de inovações e rupturas radicais, de impacto definitivo à produção artística. Com curadoria de Francisco Dalcol, a organização e produção é dos núcleos de Curadoria e Programa Público, de Acervos e Pesquisa, de Conservação e Restauro e de Comunicação e Design do Museu.
Ao promover o rompimento com a figuração, renunciando à representação do mundo exterior, a arte abstrata privilegiou a valorização da subjetividade do artista e a autonomia da obra de arte. A sua recepção inicial gerou polêmicas e reações contrárias onde a arte moderna se manifestou predominantemente pela figuração, como o ambiente artístico do RS.
Tendo como enfoque o Acervo Artístico do Margs, a exposição examina a presença de obras e artistas no período, a constituição da coleção e a própria história institucional, em diálogo com marcos históricos da abstração. São apresentadas cerca de 120 obras, nas três Pinacotecas do Museu, com destaque para trabalhos pouco vistos e há muito não apresentados, em boa parte restaurados para a mostra, além de aquisições recentes exibidas pela primeira vez.
A seleção contempla desde nomes como Alfredo Volpi, Fayga Ostrower, Iberê Camargo, Manabu Mabe e Yutaka Toyota, até artistas menos conhecidos. Também apresenta mulheres pioneiras da abstração no RS, como Christina Balbão e Vera Chaves Barcellos. O conjunto inclui obras de artistas relacionados diretamente à arte abstrata, como Emanoel Araujo, Hércules Barsotti e Nelson Ellwanger. Outros artistas surpreendem por terem enveredado pela abstração, como Glauco Rodrigues e Carlos Scliar, sem nunca a terem defendido.