O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) e o Banrisul anunciam a reestreia da exposição “Acervo em movimento”, apresentando uma renovada e inédita seleção de obras. A nova versão do programa expositivo de longa duração dedicado à exibição pública do acervo do Margs, que ocupa três salas de modo permanente no 2° andar do Museu, pode ser conferida a partir deste sábado, 10, às 10h, permanecendo em exibição até 5 de maio. A visitação pode ser realizada de terça-feira a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h), com entrada gratuita. Visitas mediadas às exposições e visitas técnicas podem ser agendadas para grupos mediante e-mail educativo@margs.rs.gov.br.
Em exibição de fevereiro a maio de 2024, a nova versão de “Acervo em movimento” envolve uma alteração parcial em relação à configuração anterior da exposição, apresentada entre setembro e janeiro. Depois de duas temporadas, entre junho e janeiro, que focalizaram segmentos da tapeçaria e da arte têxtil no Acervo Artístico do Margs, o ciclo foi encerrado para dar lugar a um novo conjunto de obras, selecionadas para a mostra segundo critérios e enfoques.
A mostra traz aquisições recentes, com algumas das obras que ingressaram no acervo ao longo de 2023, informação que pode ser conferida nas etiquetas nas paredes. A exposição apresenta um diálogo com a mostra de Carlos Vergara (no 2° andar) em cartaz entre fevereiro e maio de 2024, com a reunião das duas obras do artista que integram o acervo do Museu.
A mostra que reestreia faz homenagens póstumas aos artistas Alexandre Navarro Moreira (1974-2023), Fernando Baril (1948-2023) e Gelson Radaelli (1960-2020). Também contempla obras de artistas que pela primeira vez participam do programa que está em operação desde 2019. Com as obras da versão anterior que permanecem expostas, prolonga-se a duração do segmento concebido para oferecer um complemento em extensão à exposição da artista e professora Christina Balbão (1917-2007), apresentada no 1° andar do Margs até março de 2024. Isso se dá com uma reunião de obras do século XX, sobretudo em pintura e escultura, de artistas que foram professores e colegas de Balbão. Assim, com o objetivo de assinalar uma “época artística”, estão reunidos importantes nomes de uma história da arte sul-rio-grandense do acadêmico ao moderno, a exemplo de Ado Malagoli, Alice Brueggemann, Alice Soares, Angelo Guido, Carlos Tenius, Fernando Corona, Francis Pelichek, João Fahrion, José Lutzenberger, Leda Flores, Libindo Ferrás, Luis Maristany de Trias e Sonia Ebling.
O conjunto apresentado nas três salas da mostra traz mais de 60 obras do Acervo Artístico do Margs, de mais de 30 artistas brasileiros e estrangeiros compondo uma amostragem diversa, desde a década de 1920 à atualidade, em pintura, escultura, objeto, desenho, gravura, videoperformance, fotografia, fotoperfomance e processos híbridos e multimeios.
“Acervo em Movimento” é um programa expositivo em operação desde 2019 com o objetivo de trazer a público o acervo do Margs, por meio de uma exposição de longa duração que se vale da rotatividade das obras em exibição. “Com a estratégia de rotatividade das obras expostas, as substituições geram recombinações que procuram propor novos diálogos e chaves de compreensão, oferecendo ao público uma exposição sempre viva e dinâmica, que aposta na experiência mais do que nos discursos, e na descoberta mais do que nas verdades”, destaca o diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol.