Os atores/bailarinos/cantores vestirão 25 figurinos e cantarão ao menos oito canções, criadas por André Trento, algumas com versão em francês. Para isso, se prepararam com aulas na Aliança Francesa, parceira da ambiciosa produção. A ideia surgiu na primeira viagem que o diretor fez a Paris, há alguns anos, quando ficou obcecado com a imagem da Catedral de Notre Dame e sua imponência, resolvendo contextualizá-la no palco.
“A pesquisa sobre Victor Hugo e a descoberta de seus grandes pensamentos à época e que hoje seguem atualíssimos mexeu com minha criatividade aliada à do cidadão que vê no próprio país a ainda desonra de uma falta de educação adequada, preconceitos inconcebíveis, o descaso com sua população excluída”, diz Radde. Ao contrário das versões conhecidas, esta não se detém apenas no triângulo amoroso entre o sineiro Quasímodo, o arquidiácono Frollo e a cigana Esmeralda. Estarão em foco a questão dos excluídos, o choque do liberalismo contra as posições da igreja, a xenofobia e a diferença entre as classes sociais existentes. Poder, desejo, amor, preconceito e sentimentos que até hoje habitam a humanidade são os temas.