A cantora e compositora Adriana Deffenti promove no sábado, dia 25 de abril, das 10h às 12h, a primeira edição de uma atividade voltada exclusivamente para mulheres desenvolverem seu canto. A oficina “Corpo-voz da mulher: canto e interpretação na MPB” é atividade de experimentação vocal, que ocorre na Casa MEL (José do Patrocínio, 698, Cidade Baixa). Inscrições pelo site https://www.soumel.org/.
A proposta é uma vivência coletiva de canto que explora o corpo-voz da mulher, integrando aspectos técnicos vocais e interpretativos a partir de canções da MPB compostas por mulheres. A atividade propõe experimentação vocal, escuta e reflexão sobre a relação entre voz, corpo e discurso feminino na música. “Ao longo de 20 anos trabalhando com preparação vocal, percebi a necessidade de um espaço seguro e livre para as mulheres soltarem seu canto, sem julgamentos e com a possibilidade de aprenderem em conjunto”, ressalta Adriana, que desenvolve processos de preparação vocal e de performance há 30 anos.
A atividade tem exercícios de aquecimento e sensibilização, exploração de corpo, voz e técnica vocal, e módulo voltado à relação entre texto, emoção e intenção interpretativa, além de experimentação coletiva de trechos de canções.
Adriana não trabalha apenas com a voz, mas com a consciência da voz. Cantora, compositora e preparadora vocal, constrói uma trajetória onde criação, interpretação e técnica não são áreas separadas — são camadas de um mesmo gesto artístico.
Seu trabalho artístico é voltado para seu trabalho autoral, mas também como intérprete e instrumentista, transitando entre o folklore argentino, o jazz e a MPB. É vencedora do Prêmio Grão de Música 2020 e de quatro Prêmios Açorianos de Música. Lançou os álbuns "Peças de Pessoas” (2002), “Adriana Deffenti” (2006) e Controversa (2019), com canções presentes em trilhas de cinema e documentário.
Como professora, desenvolve processos de preparação vocal e de performance há 30 anos. Sua pedagogia nasce da prática: palco, estúdio, erro, repetição, corpo. A artista que sobe ao palco é a mesma que orienta quem deseja encontrar sua própria voz. Ensinar, para Adriana, não é transmitir fórmula, é formar identidade. Encontrar o lugar onde a técnica não engesse e sim liberte.