Tendo como ponto de partida a viagem entre um Brasil-África a partir da musicalidade e de cenas interventivas ao meio do público, AfroMe traz à tona assuntos ligados a contemporaneidade: imigração, a solitude do ser negro, a arte como discurso, a violência continua ao povo negro, os fluxos migratórios forçados na capital e no mundo. Ao longo de 90 minutos, uma profusão de imagens e cenas alusivas constroem a dramaturgia, que é amparada por um espaço real: o bar, local de comunicação e ampliação dos desejos.
AfroMe dá voz a autores e compositores como Oliveira Silveira, Solano Trindade, Arlindo Cruz, Moacyr Santos, Selma do Coco, Coco do Amaro Branco e Beth de Oxum. Além disso há a inspiração na musicalidade de outros países, como as bases caboverdianas do Funaná.