Nas comemorações dos 163 anos do Theatro São Pedro, programação produzida pela associação de amigos da instituição e Primeira Fila Produções, quatro atrações em diferentes linguagens podem ser conferidas virtualmente neste sábado. A transmissão ocorre gratuitamente, pelo Youtube Theatro Sao Pedro.
Às 15h, "Os Saltimbancos" é o espetáculo infantil a partir do texto de Sérgio Bardotti, com tradução e adaptação de Chico Buarque, que na versão local tem direção de Fabrizio Gorziza . A montagem conta a história de um grupo de animais que decide se rebelar contra o destino virou fenômeno entre crianças e adultos no Brasil, desde que foi lançada em 1977, em plena ditadura. Cansado de trabalhar na roça, o Jumento parte rumo à cidade em busca do sonho de viver de música e, pelo caminho, encontra os demais integrantes da história – Galinha, Cachorro e Gata. No elenco, Letícia Paranhos, Lucas Sampaio, Luciano Pieper e Yuri Niederauer.
Às 17h, a Sol Maior, escola de formação cultural para crianças e adolescentes, que, desde 2013 tem aulas nas dependências do Multipalco Eva Sopher, mostrará toda a diversidade artística que contempla música popular, erudita, canto e dança.
Às 19h terá vez o show "Anaadi canta Lupi", em que a cantora Anaadi interpreta o repertório de Lupicínio Rodrigues, ao lado do violonista Max Garcia, em temas do chamado “Ciclo da dor de cotovelo”, como "Nervos de aço" e "Cadeira Vazia", além das célebres "Se Acaso Você Chegasse" e "Felicidade", e as relíquias "Se é Verdade" e "Aves Daninhas".
O encerramento se dará às 21h, com "Às Vezes Eu Kahlo", com a Geda Cia. De Dança. Concebido e dirigido pela coreógrafa Maria Waleska Van Helden, a montagem tem como protagonista a bailarina-intérprete, Graziela Silveira. Partindo da imobilidade de Frida Kahlo, colhendo gestos contemporâneos, o espetáculo tem foca o período em que Frida foi compulsoriamente paralisada em sua cama pelo grave acidente que sofreu, tornando-se uma mulher ágil, criativa, determinada a prosseguir em sua trajetória. O espetáculo de dança contemporânea intenciona incorporar e traduzir, ao extremo, as cores e dores de Frida e toda a sua “imobilidade móvel” emoldurada pela própria inquietação