Arte & Agenda

Agenda musical tem lançamento de coleção e do primeiro disco da Lummi

"Certas Coisas" será apresentada ao público no Centro Cultural Ufrgs e show da banda será realizado no Espaço 373

Lumi é Augusto Santos (sax), Lucas Brum (guitarra), Marcello Caminha F<SC120,176> (baixo elétrico) e Rodrigo Hoerlle (bateria
Lumi é Augusto Santos (sax), Lucas Brum (guitarra), Marcello Caminha F<SC120,176> (baixo elétrico) e Rodrigo Hoerlle (bateria Foto : LUIZA PADES / DIVULGAÇÃO / CP

Centro Cultural da Ufrgs (Campus Central - Eng. Luiz Englert, 333) promove hoje, o lançamento da coleção “Certas Canções”, da Editora Acorde!/Hedra, dentro da programação do Núcleo de Estudos da Canção. A partir das 19h, na Sala Araucária, uma conversa entre o sociólogo Marcos Lacerda e o professor Luís Augusto Fischer, do Instituto de Letras, apresenta ao público a série de publicações. A entrada é gratuita. 

A coleção apresenta um panorama da crítica da canção no Brasil em diversas dimensões, como biografia, ensaio, teoria da canção, análises sociológicas e antropológicas. Cada volume apresenta um crítico cuja obra tem relevância no campo cultural e também acadêmico. Os primeiros volumes são os de "Mário de Andrade: A estranha força da canção", organizado por Fischer e "Luiz Tatit: No princípio era o meio", organizado por Lacerda, ambos de 2022. Os livros reúnem um conjunto de textos significativos destes autores, contando também com uma apresentação escrita pelos curadores. Até 2025, está prevista a publicação de quinze volumes.
O foco nos críticos e na produção crítica confere ineditismo para “Certas Canções”. Publicações anteriores vinculadas à mediação crítica em canção e música popular no Brasil, como a idealizada por Hermínio Bello de Carvalho a partir da década de 80, na Funarte, e a organizada por Tárik de Souza pela Editora 34, focavam os artistas ou os movimentos artísticos. 

Ao falar em crítica da canção e música popular, os idealizadores se referem às diversas modalidades de sua realização, do ensaio biográfico, comum a autores como Ruy Castro, Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano; da teoria da canção, caso em especial de Luiz Tatit, entre outros; do ensaio crítico, casos de José Miguel Wisnik, ou Adélia Bezerra de Menezes; da análise sociológica e antropológica, casos de Hermano Vianna e Heloisa Starling, e assim por diante.

No Espaço 373 (Conde de Porto Alegre, 373), às 21h, a banda Lummi vai apresentar as músicas do primeiro disco homônimo, que mescla jazz contemporâneo e rock. Formada por Augusto Santos (sax alto), Lucas Brum (guitarra), Marcello Caminha Filho (baixo elétrico) e Rodrigo Hoerlle (bateria), para compor o repertório buscou influências de bandas e artistas, como Silibrina, Jonathan Kreisberg e Morten Haxholm. “O álbum tem a improvisação e o mar como temas principais. Nos oito originais, há constante conversa e interação entre os integrantes do quarteto, e isto é especialmente evidente nas músicas mais longas, como “Caminho de Humaitá” e “Chuva de Lins”, em que a banda cria paisagens sonoras em conjunto em torno do improvisador. A cor e o misticismo do mar serviram de inspiração para as composições e seus títulos”, conta Lucas.

Os temas instrumentais foram produzidos pela própria banda em 2020. Sem contrato com gravadora, a Lummi alugou uma casa por dez dias, em Tramandaí, para se isolar do mundo e focar neste trabalho. “O retiro na praia foi essencial para que pudéssemos nos conectar e maximizar a ligação das músicas com a imensidão e o silêncio do mar”, diz Lucas. O guitarrista Antonio Flores assina a mixagem, e o engenheiro de som Marcos Abreu, a masterização.

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