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Airton Ortiz autografa Havana na Feira do Livro

Para escritor, livro apresenta sua experiência na cidade e não se aprofunda na questão ideólogica

Airton Ortiz autografa Havana na Feira do Livro
Airton Ortiz autografa Havana na Feira do Livro Foto : Arquivo pessoal / Especial / CP
O escritor gaúcho Airton Ortiz autografa nesta quarta, no Pavilhão dos Autógrafos, às 19h30min, seu mais recente livro, "Havana", com o qual ele dá início a uma nova série, "Expedições Urbanas", pela Editora Record. Este é o 13º livro do autor que viaja pelo mundo e conta suas experiências em livros. A diferença é que, até o ano passado, ele escrevia sobre países ou regiões e, agora, se detém sobre uma cidade. Outra novidade neste seu novo título está no uso da crônica e não da reportagem. "A crônica permite mais espontaneidade. O autor pode se colocar mais no texto", explica Ortiz. Antes dos autógrafos, o escritor dará uma palestra sobre a sua viagem, "Crônicas de aventura sobre a capital de Cuba", às 18h30min, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Andradas, 1223).

Ortiz salienta que seu livro apresenta sua experiência na cidade e não se aprofunda na questão ideólogica. A política aparece, mas seu objetivo não foi fazer um ensaio sobre o socialismo. Ele conta o que viu e as experiências que viveu ao interagir com moradores do local. Retrata, por exemplo, a circulação de duas moedas no país, uma para a população e outra para os turistas. Apresenta questões da economia, como a passagem de ônibus de Havana custar o equivalente a R$ 0,04 (centavos de real) por ser subsidiada pelo governo. Para se assistir ao Balé Nacional de Cuba, o ingresso custava o equivalente a R$ 1,50 e, para surpresa do escritor, não havia cambistas. "Lá os salários são baixos, mas é preciso avaliar o seu poder de compra, que é maior do que em outros países, devido aos subsídios do governo", diz o escritor.

Na sua opinião, Cuba marcha para um modelo chinês, em que o partido comunista se mantém no governo, mas na prática o mercado funciona no regime capitalista. "A economia cubana está se abrindo de forma lenta, como tudo o que acontece na ilha", observa Ortiz. A música cubana foi, na análise do próprio autor, o que mais o encantou em toda a viagem. Ortiz já tem o planejamento para seu próximo livro, que será sobre Jerusalém.


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