Arte & Agenda

Airton Ortiz visita Jerusalém no dia temático "Viagem"

Escritor lançará segundo volume da coleção Expedições Urbanas nesta terça

Airton Ortiz visita Jerusalém no dia temático Viagem
Airton Ortiz visita Jerusalém no dia temático Viagem Foto : Ricardo Giusti / CP
Este dia 1º de novembro é dedicado ao tema "Viagem" na Feira do Livro. Por isso, nada mais adequado do que lançar o novo livro de Airton Ortiz, "Jerusalém", nesta terça. Ortiz, que tem sido um dos patronáveis da Feira do Livro já há alguns anos, realiza às 18h, na Tenda de Pasárgada, uma conversa aberta com o público com a temática "Roteiro de Viagem". E, às 19h30min, autografa seu novo título no Pavilhão de Autógrafos.

Nesta obra, o autor traz um conjunto de crônicas sobre sua viagem à cidade sagrada. Este é o 15º livro do autor e o segundo volume pela coleção Expedições Urbanas, da Editora Record, em uma série que explora cidades e regiões urbanizadas que tenham tradições únicas.

Ortiz destaca que Jerusalém é uma cidade-chave para a humanidade por concentrar lugares sagrados para três das grandes religiões do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. Jerusalém pode ser dividida entre sua parte dentro e fora dos muros. A que fica intramuros o autor chama de "Cidade Antiga. Esta, por sua vez, é dividida em quatro bairros: armênio, cristão, hebraico e muçulmano. Cada um deles tem locais especiais. Para citar alguns: o Muro das Lamentações fica dentro do bairro judeu. Já a Igreja do Santo Sepulcro, local onde a tradição cristã acredita que Jesus tenha ressuscitado, fica no bairro cristão.

Na parte externa aos muros, também há muito a se ver, conforme indica Ortiz. Entre eles, cita três: o Monte das Oliveiras, o Museu do Livro, onde estão originais dos "manuscritos do Mar Morto", e o Mercado Público.

Os conflitos étnicos e religiosos também são abordados por Ortiz. "É uma região repleta de impasses por disputas de territórios", confirma. Mas, apesar disso, ele acredita ser seguro visitar a cidade. "Às vezes a segurança é tão exagerada que chega a atrapalhar", comenta. A segurança é feita pelos judeus e é comum se ver soldados fortemente armados pela região. "Deveria ser um centro de paz e tolerância. O mundo deveria se unir para preservá-la, apesar das diferenças", diz o escritor.

Para Ortiz, o que mais o emocionou em Jerusalém foram os peregrinos. "Prédios e templos são 'pedras'. Mas as pessoas que vão até lá buscar esperança é que tornam a cidade sagrada", opina.




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