Nesta obra, o autor traz um conjunto de crônicas sobre sua viagem à cidade sagrada. Este é o 15º livro do autor e o segundo volume pela coleção Expedições Urbanas, da Editora Record, em uma série que explora cidades e regiões urbanizadas que tenham tradições únicas.
Ortiz destaca que Jerusalém é uma cidade-chave para a humanidade por concentrar lugares sagrados para três das grandes religiões do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. Jerusalém pode ser dividida entre sua parte dentro e fora dos muros. A que fica intramuros o autor chama de "Cidade Antiga. Esta, por sua vez, é dividida em quatro bairros: armênio, cristão, hebraico e muçulmano. Cada um deles tem locais especiais. Para citar alguns: o Muro das Lamentações fica dentro do bairro judeu. Já a Igreja do Santo Sepulcro, local onde a tradição cristã acredita que Jesus tenha ressuscitado, fica no bairro cristão.
Na parte externa aos muros, também há muito a se ver, conforme indica Ortiz. Entre eles, cita três: o Monte das Oliveiras, o Museu do Livro, onde estão originais dos "manuscritos do Mar Morto", e o Mercado Público.
Os conflitos étnicos e religiosos também são abordados por Ortiz. "É uma região repleta de impasses por disputas de territórios", confirma. Mas, apesar disso, ele acredita ser seguro visitar a cidade. "Às vezes a segurança é tão exagerada que chega a atrapalhar", comenta. A segurança é feita pelos judeus e é comum se ver soldados fortemente armados pela região. "Deveria ser um centro de paz e tolerância. O mundo deveria se unir para preservá-la, apesar das diferenças", diz o escritor.
Para Ortiz, o que mais o emocionou em Jerusalém foram os peregrinos. "Prédios e templos são 'pedras'. Mas as pessoas que vão até lá buscar esperança é que tornam a cidade sagrada", opina.