Em meio à temática, Eastwood coloca os personagens vividos por Matt Damon, Cécile De France e os jovens Frankie e George McLaren em narrativas intensas e descobertas que, paulatinamente, ganham corpo na trama arquitetada pelo diretor. Das imagens iniciais, que remetem ao mais famoso tsunami dos últimos tempos, até os contatos do personagem de Damon com o "além", tudo está a serviço da discussão sobre "vale a pena viver ligado à morte?". Ou, como recita o personagem do irmão de Damon na trama, "viver da morte não é vida".
A verdade é que a batuta de Eastwood rege a orquestra de emoções que nos conduz por diferentes paisagens, tempos e espaços. Um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além; a jornalista francesa Marie que acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida; e o garoto londrino Marcus que perde alguém muito próximo e começa uma procura desesperada por respostas. No final da sinfonia fílmica, a ânsia do encontro entre eles já habita o desejo deles próprios, tanto quanto os do espectador.