A promotoria de Augsburg vai exibir as obras que podem ter sido confiscadas pelos nazistas no site lostart.de,
administrado pela agência de coordenação federal dedicada às obras artísticas desaparecidas durante a Segunda Guerra Mundial.
"A publicação começará na próxima semana", destacou o ministério. Desde a descoberta de 1.406 quadros na residência do octogenário alemão Cornelius Gurlitt, o governo recebeu críticas pela lentidão na busca da origem das obras.
De acordo com o jornal Süddeutsche Zeitung, Winfried Bausback, ministro da Justiça do estado regional da Baviera (sul), onde foram encontrados os quadros, espera que Gurlitt coopere na devolução dos quadros. "Acredito que seria conveniente para todos chegar a uma solução amistosa", disse Bausback.
Gurlitt, que estava presente quando a polícia revistou sua residência, foi interrogado e deixado em liberdade sob controle judicial. Ao que parece, Gurlitt viveu durante anos sem trabalhar e sem estar registrado em nenhum município alemão. O idoso teria herdado do pai a impressionante coleção de arte. Às vezes vendia quadros para poder subsistir.