Após a pesada abertura da banda Di Angelis, o Alice in Chains irrompeu no palco às 21h58min com "Them Bones". Mas isto já falamos. Era claro que seria um show de hits, mas também de músicas do disco novo "The Devil Put Dinosaurs Here", o que apareceu na terceira música, a consistente "Hollow", com a cozinha batida de coração da batera de Sean Kinney e do baixo de Mike Inez. Em "Check My Brain", o vocalista Wiliam Duvall reedita os melhores e mais rasgados registros vocais de Layne Staley, morto em 2002.
Após um "obrigado" e um "Porto Alegreeeee" em português, foi a vez de a banda dar a sequência de hits que esquenta qualquer show, ainda mais um tão aguardado. Com a guitarra incendiária de Jerry Cantrell e o telão de LED reproduzindo imagens de um coração até sequências psicodélicas, se seguiram clássicas como "Man in the Box", "Nutshell" e "No Excuses". Público ganho, cantando junto, meio que hipnotizado pela energia do Alice ao vivo. Depois, outras pérolas como "We Die Young", "Down in a Hole" e a pesadíssima "Acid Bubble", encerrando a parte do show, ainda sem bis, com "It Ain´t Like That". Na volta para o bis, já com o canto em coro de "Alice in Chains, Alice in Chains", a banda emendou as duas mais pedidas da noite: "Would?" e "Rooster". Uma noite muito especial de mergulho no tempo para nós, público, e para eles, pois DuVall disse que a banda voltaria, agradecendo com grande emoção o carinho do público, enquanto Cantrell bateu as mãos no peito, como querendo dizer que o coração da banda se encantou com o público gaúcho.