O que indica o título? Bem, dois casos-limite, que se unem em um só por força do destino. Danielle (Alicia Vikander) é uma cientista náutica, que decide enfrentar uma radical descida em submarino em busca do mistério da vida, escondido nas profundezas do oceano. James (James McAvoy) é um espião britânico, disfarçado de especialista em descoberta de água potável, mas mais preocupado em descobrir a origem de atentados terroristas do que em cavar novos poços no deserto.
Os dois se encontram num hotel africano, dão início a um caso, apaixonam-se, mas devem seguir os destinos impostos por seus deveres profissionais e ambições pessoais. O filme é bonito em determinadas sequências e apresenta inconsistências em outras. As trajetórias do casal desfeito, Danielle e James, são vistas em montagem paralela, o que nem sempre produz o efeito desejado.
Mas a dupla funciona bem, de maneira isolada, - e tanto Alicia Vikander quanto James McAvoy são críveis e mostram química quando juntos na tela. A ideia subjacente (o filme é adaptado de um romance de J.M. Ledgard) é a de que a profundidade tanto atrai como é fonte de perigo. Seja no campo científico, seja no da política mais radical, o perigo e a morte espreitam o ser humano. Há uma força poderosa, e que se opõe à morte: o amor. Eros e Tânatos, a eterna batalha, hoje francamente inclinada para o segundo oponente.
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