Depois de dizer que o trabalho dos atores é algo mais isolado, a estrela de 35 anos acrescentou que sua estreia como diretora foi "um trabalho diferente e muito emocionante". "Emocionei-me ao ver o trabalho dos outros atores, e cenas que talvez eu teria feito diferente, e então eles fizeram melhor que eu podia imaginar e me deixaram muito contentes. Agora me pergunto como ser quando eu voltar a ser atriz", acrescentou. "Terminei as filmagens e em janeiro vou começar a edição", disse ainda.
A atriz comentou que seu trabalho como cineasta teve influência de muitos diretores. "Aprendi muito com Clint (Eastwood, que a dirigiu em "A troca", 2008), que é bastante austero como diretor. Aprendi muito com Michael Winterbottom ("O preço da coragem", 2007), que realmente deu muita confiança aos atores"
.
Outra influência foi Robert de Niro. "Ele me ensinou muito sobre ser um diretor de atores", contou a atriz mais bem paga de Hollywood. Sobre essa questão, a escolha de papeis em filmes de grande arrecadação, Jolie foi taxativa: "Nunca fiz nada pensando na bilheteria".
"Tive a sorte de ser capaz de manter uma carreira mesmo que a bilheteria não é boa", afirmou, se referindo especificamente a "O preço da coragem", o filme que arrecadou menos dos 16 milhões de dólares que custou e contava o drama da Mariane Pearl, cujo marido, Daniel Pearl, jornalista do Wall Street Journal, foi sequestrado e morto por um grupo paquistanês em 2002.
Jolie se encontra em Paris junto a Johnny Depp para divulgar seu novo filme, "The Tourist", que estreará no próximo dia 10 nos Estados Unidos. Jolie e seu marido Brad Pitt - junto com os seis filhos - também aproveitaram a estada em Paris para a première da animação "Megamind", onde o galã empresta sua voz a um dos personagens.