Esse foi o primeiro percurso desde que Angelina recebeu essa nomeação diplomática em 17 de abril. Antes embaixadora da boa vontade do Acnur, a atriz realizou 40 visitas de campo no nível mundial na última década, incluindo duas viagens ao Equador para avaliar a situação dos refugiados colombianos.
"O Equador é o país com o maior número de refugiados na América Latina", afirmou o órgão, completando que este país recebe cerca de 56 mil mobilizados pela violência na Colômbia, tem cerca de 21 mil solicitações de asilo e recebe 1,3 mil pedidos a mais no mês. Segundo a ONU, "muitos refugiados vivem em áreas afastadas e pobres do país, muito próximas à fronteira com Colômbia".
Jolie visitou no fim de semana os refugiados que vivem em aldeias da província amazônica de Subumbíos, no nordeste e fronteira com o convulsionado departamento colombiano de Putumayo, e se reuniu em Quito com o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, para "discutir a situação de proteção dos refugiados", segundo o Acnur.
No sábado, a atriz esteve na cidade de Lago Agrio (capital de Sucumbios), onde mais de 60% da comunidade são refugiados que "vivem em extrema pobreza e alguns alugam casas em terras contaminadas por um poço petroleiro próximo". "A comunidade em geral está também afetada devido a uma contaminação grave ocasionada pela indústria petroleira da área", enfatizou a delegação do Acnur.
Jolie aproveitou a visita para se reunir com Marianera, uma refugiada colombiana com quem já dialogou em 2002 e 2010. A mulher fugiu da Colômbia há 12 anos diante ataques de paramilitares e depois de que seu filho maior foi assassinado.