O grande vencedor da 97ª edição do Oscar foi "Anora", a produção norte-americana levou a estatueta de melhor filme, na noite deste domingo. Além do principal troféu, foram outras quatro estatuetas, melhor atriz, com Mikey Madison; roteiro original, melhor montagem e diretor, para Sean Baker. A escolha gerou frustração dos brasileiros, nas redes sociais.
A produção venceu a disputa com o ganhador internacional “Ainda Estou Aqui”, "O Brutalista", "Um Completo Desconhecido", “Conclave”, “Duna: Parte 2”, “Emilia Pérez”, “Nickel Boys”, “A Substância” e “Wicked”.
O longa custou US$ 6 milhões para ser produzido - um dos menores orçamentos da história da premiação - e, nas últimas estimativas, faturou cerca de US$ 38 milhões de bilheteria ao redor do mundo.
Em Anora, Mikey Madison interpreta Ani, uma jovem stripper que se deslumbra com a vida de luxos que o dinheiro pode proporcionar. Já Mark Eydelshteyn é Ivan Zakharov, filho de um oligarca russo que contrata os serviços de Ani por tempo indeterminado.
O filme foi bastante elogiado pela crítica internacional. No site Rotten Tomatoes, que agrega análises de profissionais da indústria, o longa conta com 93% de aprovação. No New York Times, a obra de Sean Baker foi descrita como o “nascimento de uma estrela”.
“Esse papel exige que ela [Mikey Madison] vá ao extremo, com elementos de pastelão, romance, comédia e tragédia, além de dançar com pouquíssima roupa e dar uns socos poderosos”, escreveu a crítica Alissa Wilkinson. “E a cada momento Madison fica mais fascinante.”
“Anora é uma fábula moderna e obscena, povoada por strippers e capangas. Como a maioria dos filmes de Baker, fala sobre os limites do sonho americano, sobre as muitas paredes invisíveis que se interpõem no caminho das fantasias de igualdade e oportunidade, sobre como se erguer pelas próprias pernas”, finalizou.