O ator, de 51 anos, também destacou o paradoxo de ter chegado aos Estados Unidos sem falar o idioma e, agora, trabalhar com a voz, em inglês, em uma grande aposta de Hollywood, depois do sucesso do personagem "Gato de Botas" na saga "Shrek". Esta foi a primeira vez que a Dreamworks escolheu dois atores latinos para protagonizar uma de suas grandes produções, que conta ainda com o mexicano Guillermo del Toro como um dos produtores executivos e é sutilmente inspirada no conto "O Gato de Botas", escrito pelo francês Charles Perrault no fim do século XVII.
O longa-metragem tem fortes características latinas: o vilarejo de San Ricardo, cenário do filme, foi inspirado na cidade colonial de San Miguel de Allende, no México. Para Banderas, a presença dele e de Salma Hayek é uma "celebração da riqueza e diversidade da cultura latina e representa um sinal do crescente reconhecimento dos hispânicos" nos Estados Unidos. "Neste filme, são os vilões que têm sotaque inglês", brincou.
Esta é a primeira vez que Salma, de 45 anos, empresta a voz a uma personagem. "Tive medo", confessou a atriz, que dubla Kitty, uma gata de rua, sexy e atrevida, que enfrenta e seduz o felino interpretado por Banderas. "Eu não queria ser a voz de um personagem menor. E acredito que Kitty, uma gata livre, independente, forte, é um dos grandes personagens femininos no cinema de animação", afirmou.
O diretor do filme, Chris Miller, destacou que os atores não apenas dublaram, mas também inspiraram a criação dos personagens. A ideia de um filme com o Gato de Botas era o desejo de um dos principais executivos da Dreamworks, Jeffrey Katzenberg, desde o sucesso do felino em "Shrek 2". O filme tem estreia prevista para 9 de dezembro no Brasil.