A rede de cinema Renaissance também anunciou em sua página do Facebook que projetará o longa-metragem a partir da data. O presidente do gabinete de censura Abdesatar Fathi indicou que o filme recebeu licença para ser reproduzido. "Não temos relação com a Segurança. Assim que os documentos foram entregues, a licença foi concedida", acrescentou.
O documentário conta a vida de membros da comunidade judaica egípcia durante a primeira parte do século XX e explora os temas da identidade e da tolerância. "Judeus do Egito" deveria ter sido exibido em três cinemas no dia 13 de março, mas na véspera da estreia o cineasta informou a proibição. "O responsável pelo gabinete de censura disse que a Segurança Nacional queria ver uma cópia e rejeitaram sua difusão”, explicou Amir Ramses.
O anúncio do filme causou alvoroço no Egito, onde são elaboradas poucas obras sobre este tema. A maior parte da comunidade judaica abandonou o país após a crise do canal de Suez, em 1956, durante a qual o presidente Gamal Abdel Nasser expulsou os judeus considerados desleais à nação. Atualmente, a comunidade judaica conta apenas com algumas dezenas de pessoas que permanecem em segundo plano por medo de serem perseguidas.