Arte & Agenda

Após três anos, Lenny Kravitz lança nono disco

Álbum explora todos os períodos da música americana, desde o funk até o rap

Em 20 anos de carreira, o americano vendeu mais de 35 milhões de discos em todo o mundo
Em 20 anos de carreira, o americano vendeu mais de 35 milhões de discos em todo o mundo Foto : Dirk Waem / Belgium Photo / AFP / CP Memória
De volta após três anos de ausência, Lenny Kravitz lança na segunda-feira seu nono disco "Black and White America", no qual explora com algum êxito todos os períodos da música americana, desde o funk até o rap. "Black and White America" é o primeiro disco do cantor de 47 anos com o selo Roadrunner (Atlantic Records/Warner Music).

Lenny Kravitz explicou à imprensa que começou a trabalhar em um disco centrado no funk, mas a inspiração o levou para outros caminhos. No final, "é meu disco mais variado, tanto do ponto de vista da música como da letra", considera o músico, que gravou durante dois anos nas Bahamas e depois em Paris.

No disco, Kravitz explora todos os gêneros musicais que marcaram os Estados Unidos nos últimos 50 anos: o rock dos anos 1970 ("Push"), o dos anos 1980 ("Rock Star City Life"), o soul ("Looking Back on love"). A crítica reprova a tendência do cantor de olhar demais para o passado da música em detrimento do futuro. Ele toca inclusive rap e dancehall no novo álbum.

Kravitz cercou-se de pesos pesados, como Drake e Jay-Z, com os quais já tinha colaborado. O músico dá o melhor de si nas canções de funk, a origem do projeto: "Black and White America", que soa como um clássico de Sly Stone, ou "Superlove". Como costuma fazer, Kravitz revoca em diversas canções o amor e as mulheres, com uma homenagem especial às originárias das Bahamas em "Boonguie Drop".

"Essa gente contava sua repugnância por aquilo no qual a América se tornou, sua repugnância por ter um comandante em chefe negro. Queriam que a América voltasse 100 anos atrás", explica Lenny Kravitz, que nasceu de um casal interracial nos Estados Unidos nos anos 1960. Naquela época, "as pessoas gritavam insultos e cuspiam em meus pais", lembra.

"A canção fala da minha história e da situação racial nesse país. Estamos evoluindo, mas muita gente quer se agarrar em suas velhas ideias", diz. Em 20 anos de carreira, o americano vendeu mais de 35 milhões de discos em todo o mundo.

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta deste domingo, dia 25 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio