Logo de início, o hit da turnê anterior, "Iê Iê Iê". Canta: "Eu sou mesmo um cara de sorte, cê não vê? / Ainda vou gravar um CD / Vou tocar no baile funk e no bufê /e Vou ganhar meu próprio cachê". Essa foi uma das poucas alterações da ordem das canções do show em relação ao DVD. "Já fui uma brasa", composição do "nosso saudoso Lupicínio Rodrigues", como disse Antunes, seria a primeira, mas encerrou o show.
Arnaldo seguiu com músicas como "Essa mulher rosa celeste" (dele) "Sou uma criança e não entendo nada" (de Erasmo Carlos e Guioseppe Ghiaroni) e "Meu Coração" (Arnaldo e Ortinho), tudo com uma banda capaz de criar universos coloridos livres e longínquos, com Edgard Scandurra, André Lima nos teclados - ocupados por Marcelo Jeneci na gravação, Chico Salem no violão e Beto Aguiar no baixo.
Antes do final, Arnaldo se retira e a banda mostra quão longe pode ir em suas viagens musicais, com um solo de Scandurra na guitarra comemorado por todos. Outro foi em "Consumado", quando o músico deixou o palco e foi pelos corredores da plateia cantando "Fiz una canzone per te / Para impressionar você... / Prá todo mundo usar / Prá todo mundo ouvir / Prá quem quiser chorar Prá quem quiser sorrir...".
E foi assim que a sugestão do sorriso foi bem seguida. No final, aplausos de sobra e bis cheio de sorrisos: "Socorro", composição dele com Alice Ruiz, que Arnaldo cantou parte deitado e parte sentado, no palco, bem pertinho da plateia. Para acabar, "Judiaria", como homenagem a Lupicínio Rodrigues.
Arnaldo Antunes conquistou o público com o show "Ao Vivo Lá em Casa". | Foto: Arthur Puls