Às vésperas dos desfiles das escolas de samba de Porto Alegre, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha conheceu, nesta quarta-feira, a estrutura do Complexo Cultural Porto Seco, na zona Norte da Capital. A visita teve como finalidade discutir, preliminarmente, a elaboração de um projeto arquitetônico definitivo para o espaço. "É um complexo surpreendente em todos os aspectos, desde a área e a localização até o potencial para uma obra”, disse.
“Com certeza, existem ideias que podem ser bem utilizadas aqui", afirmou ele, ao se revelar impressionado com a estrutura montada para receber o público e as escolas de samba nos próximos dias. "A organização e mobilização para o evento me surpreendeu porque existe um grande profissionalismo na realização do Carnaval", destacou o arquiteto, ao concluir a visita. Ele é responsável por projetos como o do Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo, e do Estádio Serra Dourada, em Goiás. Além disso, recebeu, em 2006, o prêmio internacional Pritzker, um dos mais importantes na área de arquitetura.
Em abril do ano passado, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) anunciou a ideia de fazer a obra de consolidação do complexo com a participação de um arquiteto com visibilidade internacional. "Esse foi o primeiro convite para Paulo Mendes da Rocha, que tem reconhecimento por obras importantes e recebeu prêmios de destaques internacional, para debater a possibilidade de um projeto, que torne o complexo em um símbolo da cidade", avaliou o secretário Sergius Gonzaga. Para ele, chegou o momento de concretizar uma obra fixa para o espaço e que esteja dentro do contexto de Porto Alegre. Ainda sem valor estimado, o secretário adiantou a necessidade de se buscar recursos por meio de financiamentos e parcerias com o setor privado para concretizar o projeto.
Segundo o coordenador das Manifestações Populares da SMC, Joaquim Lucena, quando o local estiver pronto será possível realizar diversos tipos de apresentações, além do Carnaval. Além disso, o projeto permitirá o aumento no número de ocupantes da área próxima à pista de apresentação, que passará de 15 mil para quase 30 mil, ao final da obra. "Esse empreendimento vai reforçar a estrutura do complexo e, ao mesmo tempo, favorecer as escolas de samba, que já trabalham nos barracões o ano inteiro", apontou o coordenador. Atualmente, o Carnaval, por meio das agremiações, gera empregos diretos para 1,5 mil pessoas durante o ano.
Arquiteto cotado para criar projeto do Porto Seco conhece o local
Paulo Mendes da Rocha se disse surpreso com o potencial da estrutura