O ator e músico Nico Nicolaiewsky morreu no dia 7 de fevereiro de 2014, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, aos 56 anos. Ele estava internado para tratar de uma leucemia mieloide aguda desde 20 de janeiro. Nico se destacou como o maestro Pletskaya no espetáculo “Tangos & Tragédias”. Ele começou a estudar piano aos 13 anos de idade. Em 1978, já com 21 anos, foi um dos fundadores do musical Saracura. Junto com Hique Gomez, criou em 1984 a comédia musical “Tangos & Tragédias”. A temporada de verão do espetáculo se tornou tradicional na Capital com apresentações que se iniciaram em 1987 e seguiram até 2014 no Theatro São Pedro. No ano da morte dele, foram apenas quatro apresentações, entre 9 e 12 janeiro. O legado do músico segue vivíssimo após 11 anos de sua morte.
Nesta sexta, 21h, Arthur de Faria (amigo e parceiro de Nico em algumas empreitadas) retorna ao Espaço 373 (Comendador Coruja, 373) com o show “É Manso mas Morde”. Arthur apresenta músicas de Nico, que ele descobriu durante a pandemia no vasto acervo de raridades no computador do artista. Acompanhado por Miriã Farias (violino), Taís Nascimento (tuba), Paulo Inchauspe (bandolim e baixo), Fernando Pezão (bateria e voz) e Pedro Veríssimo (voz), o pianista promete uma apresentação emocionante que celebra a genialidade de Nico. O repertório traz ainda músicas dos álbuns “Nico Nicolaiewsky” (1995) e “Onde Está o Amor?” (2008), além de canções gravadas por outros artistas, como “Schafran”, “Não Esqueça” e “Réquiem para Hermes”. Ingressos: Sympla.
NA SBØRNIA
O espetáculo "A Sbørnia Kontr’Atracka" que celebra o legado do país imaginário criado para “Tangos & Tragédias) está de volta ao palco do Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n°), com apresentações marcadas para de hoje a domingo e de 14 a 16 de fevereiro, sempre às 20h. Ingressos no theatrosaopedro.rs.gov.br.
Com humor refinado, músicas cativantes e uma narrativa única, “A Sbørnia Kontr’Atracka” quer encantar os fãs de longa data e os novos espectadores. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto aos convidados especiais: o professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia; MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia; Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia; e o "Stela Maritmus Sborniani", as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. Um show de luzes e projeções especiais promovem uma imersão ao universo sborniano.
O espetáculo é uma continuação das aventuras de Kraunus e Pletskaya, A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.