Segundo o diretor da galeria, Edmund Cucka, trata-se de um depoimento pessoal do artista. A exposição, chamada "Grave Robber" (ladrão de sepulturas), conta com 19 imagens de rostos escuros em contraste com o fundo branco.
"Os retratos são limpos, não há nada chocante", disse Cucka, acrescentando que cinzas humanas já foram usadas como material por artistas tchecos nos anos 1960. Cucka afirma que os retratos não são de pessoas famosas. São personagens que ele escolheu aleatoriamente, por estar interessado nas histórias. O diretor se negou, no entanto, a informar a origem do material.
Tyc, que afirma que o excesso de cinzas nas funerárias faz com que elas acabem no lixo, não estava presente na abertura da exibição. "Ele disse que talvez viesse. Mas está muito nervoso, não está aqui agora", disse Cucka. A galeria informou que as pinturas não estavam à venda e que as cinzas seriam espalhadas em um "lugar digno" após a exibição.
Tyc é membro do grupo Ztohoven, formado por artistas controversos que ficaram famosos em 2007 depois de piratear uma transmissão de uma TV pública. No mesmo ano, ele substituiu o símbolo de 50 semáforos para pedestres em Praga por desenhos de homens pulando ou urinando, o que fez com que recebesse o principal prêmio do Festival de Arte de Viena e tivesse de passar um mês na prisão.